Lula, Bolsonaro e Moraes lideram como alvos de fake news em 2025, revela Agência Lupa
Lula, Bolsonaro e Moraes são principais alvos de fake news em 2025

Lula, Bolsonaro e Alexandre de Moraes são os principais alvos de fake news em 2025, aponta Agência Lupa

Um estudo detalhado da Agência Lupa, intitulado I Panorama da Desinformação 2025, revelou que as figuras políticas mais proeminentes do Brasil foram os alvos preferenciais de notícias falsas no ano passado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes lideraram a lista de autoridades mais mencionadas em conteúdos desinformativos, destacando-se como personagens centrais no ecossistema de fake news que assola o país.

Desinformação personalizada e estratégias de viralização

De acordo com o levantamento, Lula e Bolsonaro apareceram como vítimas de fake news em todos os meses de 2025, refletindo a profunda divisão política brasileira. No caso do presidente, circulavam informações infundadas sobre o fim do horário de almoço dos trabalhadores e um suposto confisco das poupanças, boato que, apesar de recorrente, mantém um forte apelo de viralização nas redes sociais. Já em relação a Bolsonaro, as mentiras se concentraram em condenações judiciais fictícias e narrativas envolvendo prisão preventiva, explorando temas sensíveis para seus apoiadores.

Quando o alvo era Alexandre de Moraes, as fake news se voltaram para teorias conspiratórias mais elaboradas, incluindo alegações falsas de uma prisão pela Interpol, vínculos inexistentes com facções criminosas e até mesmo rumores de que o ministro estaria fugindo do Brasil. Essas narrativas, segundo a Agência Lupa, seguem um padrão consistente de deslegitimação institucional, personalizando a mentira para atingir figuras-chave do Judiciário.

Supremo Tribunal Federal lidera em fake news institucionais

Além das personalidades, o STF emergiu como a instituição mais visada por desinformação em 2025. O levantamento identificou uma série de postagens mentirosas sobre decisões judiciais que simplesmente não existiam, bem como processos relacionados ao futuro de Bolsonaro, condenado pela Corte como líder de uma organização criminosa que tramou um golpe de Estado. A agência de checagem ressalta que essa estratégia revela um esforço coordenado para minar a credibilidade das instituições judiciárias, especialmente em um contexto de polarização política.

Com a proximidade das eleições presidenciais de outubro, a tendência é que essa trinca de autoridades continue na liderança das menções em fake news, uma vez que a fórmula para viralização tem se mostrado eficaz. Vídeos acompanhados de textos de apoio, por exemplo, são mais propensos a disseminar desinformação do que apenas textos, enquanto áudios servem para legitimar discursos falsos.

Plataformas e temas predominantes na desinformação

O WhatsApp se consolidou como a principal plataforma para a circulação de notícias falsas, embora o X tenha perdido espaço e o Kwai comece a surgir como uma nova frente de desinformação. No campo das conspirações econômicas, instituições como a Receita Federal, o Banco Central e o INSS aparecem como os maiores alvos de fake news. Exemplos notáveis incluem a falsa taxação do Pix, que gerou pânico no início de 2025 após um vídeo do deputado Nikolas Ferreira atingir mais de 300 milhões de visualizações, e mentiras relacionadas a descontos indevidos de aposentados do INSS.

A desinformação econômica, que abrange golpes digitais, falsas indenizações e promoções fictícias, respondeu por 20% das checagens de conteúdos falsos online em 2025, conforme concluiu a Agência Lupa. Esse cenário sublinha a urgência de medidas para combater a disseminação de fake news, especialmente em um ano eleitoral crucial para o Brasil.