Trump anuncia abertura permanente do Estreito de Ormuz após acordo com a China
Trump anuncia abertura permanente do Estreito de Ormuz

Trump garante abertura permanente do Estreito de Ormuz após entendimento com a China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, que pretende "abrir permanentemente" o Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde passa aproximadamente 20% do petróleo consumido globalmente. A declaração ocorre dois dias após os Estados Unidos iniciarem um bloqueio naval na região, mobilizando milhares de militares e dezenas de embarcações para pressionar o Irã.

Acordo com a China como base da iniciativa

Em postagem em sua rede social Truth Social, Trump creditou a iniciativa a um entendimento com o governo chinês, afirmando: "A China está muito feliz porque estou abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles também — e pelo mundo". Segundo o presidente americano, Pequim teria concordado em não enviar mais armas ao Irã, um dos pontos centrais do acordo.

Trump ainda mencionou que o presidente chinês Xi Jinping lhe daria "um grande abraço" durante sua visita a Pequim, prevista para meados de maio. O republicano elevou o tom ao sugerir que a cooperação com os chineses pode evitar novos conflitos, mas deixou claro que a opção militar permanece sobre a mesa: "Estamos trabalhando juntos de forma inteligente. Isso não é melhor do que lutar? Mas lembrem-se: somos muito bons em lutar, se for preciso."

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Bloqueio naval americano e pressão sobre o Irã

A declaração de Trump segue-se ao bloqueio naval implementado pelos Estados Unidos ao redor do Estreito de Ormuz, iniciado na segunda-feira, 13 de abril. Após o fracasso das negociações de paz com o Irã no fim de semana anterior, Trump ordenou um cerco completo à passagem, autorizando a interceptação de embarcações com origem ou destino a portos iranianos.

A operação mobilizou:

  • 10 mil militares
  • Quinze navios de guerra
  • Diversas aeronaves e helicópteros

O objetivo americano é pressionar o setor petrolífero iraniano, pilar de sua economia responsável por 10% a 15% do PIB do país, e encerrar os pagamentos do chamado "pedágio de Teerã", que cobrava cerca de US$ 2 milhões para permitir a passagem seletiva de navios pela rota.

Reação iraniana e tensões na região

O regime iraniano reagiu às medidas americanas com ameaças de retaliação, classificando o bloqueio como um "ato de pirataria". Teerã afirmou que está utilizando portos alternativos para contornar a Marinha americana e que, nesta quarta-feira, dois de seus navios conseguiram furar a barreira e atravessar Ormuz.

Além disso, a Guarda Revolucionária Islâmica ameaçou mirar portos da região e outras rotas marítimas, como o Mar Vermelho, em resposta às ações dos Estados Unidos. O Irã também considera retomar ataques contra petroleiros de países como o Iraque, que atualmente têm autorização para transitar mediante o pagamento do pedágio.

Contexto do conflito e importância estratégica

O Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio global de petróleo e gás, foi efetivamente fechado pelo Irã desde o início do conflito na região, como retaliação aos ataques sofridos dos Estados Unidos e Israel. Durante este período, o fluxo diário de navios no estreito caiu drasticamente de 130 para apenas seis embarcações.

Uma trégua acordada em 8 de abril, que deveria vigorar até a próxima terça-feira, 21 de abril, previa a reabertura da passagem. No entanto, desacordos sobre os termos — especialmente a continuidade dos bombardeios israelenses contra o Líbano — mantiveram a rota fechada até o anúncio de Trump.

Analistas apontam que, com o bloqueio americano, o Irã pode ser obrigado a reduzir sua produção de petróleo já em maio, embora outras estimativas sugiram que os efeitos mais significativos só serão sentidos após três meses. Em março, o país arrecadou aproximadamente US$ 140 milhões por dia com exportações petrolíferas, um aumento de 20% em relação ao mês anterior.

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