EUA interceptam no Índico petroleiro venezuelano que escapou de bloqueio de Trump
EUA interceptam petroleiro venezuelano que driblou bloqueio de Trump

EUA interceptam no Índico petroleiro venezuelano que escapou de bloqueio de Trump

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma operação de interceptação no Oceano Índico contra um petroleiro vinculado à Venezuela que havia conseguido escapar do bloqueio naval imposto pelo então presidente Donald Trump. A embarcação, identificada como Aquila II, foi abordada após ser rastreada e perseguida pelas forças americanas, conforme confirmou o Pentágono nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026.

Operação conduzida pelo Comando Indo-Pacífico

A ação foi executada pelo Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos (Indopacom), que divulgou um vídeo mostrando militares americanos descendo de helicóptero por cordas até o convés do navio. Em publicação na rede social X, o Pentágono declarou que o Aquila II estava sancionado pelo governo americano e "operava em desafio ao bloqueio estabelecido pelo presidente Trump".

O Departamento de Defesa dos EUA emitiu um comunicado enfático, afirmando: "Nossas Forças Armadas os encontrarão e farão justiça. Eles ficarão sem combustível muito antes de conseguirem escapar de nós". Esta postura reflete a determinação de Washington em combater a chamada "frota fantasma" de petroleiros.

Oitava apreensão desde dezembro

Esta interceptação marca a oitava embarcação apreendida pelos Estados Unidos desde que Trump determinou, em dezembro, o bloqueio a petroleiros sancionados que partam ou tenham como destino a Venezuela. É também o segundo caso de interceptação fora do Caribe, demonstrando a extensão geográfica das operações americanas.

No mês passado, um petroleiro vinculado à Rússia que havia zarpado da Venezuela foi apreendido no Atlântico Norte, indicando um padrão de ação contra embarcações que tentam driblar a vigilância naval.

Contexto da mobilização naval americana

Desde o fim de 2025, Washington mantém uma ampla mobilização naval no Caribe, oficialmente voltada ao combate ao narcotráfico, mas que passou a incluir operações contra petroleiros usados para contornar sanções internacionais, especialmente as impostas à Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA). O governo americano justifica as ações alegando que essas embarcações:

  • Violam normas internacionais
  • Operam sob "bandeiras de conveniência"
  • Navegam com transponders desligados para ocultar origens e destinos das cargas

Essa mobilização naval também teria colaborado com operações que resultaram na detenção de Nicolás Maduro em um ataque realizado em 3 de janeiro, na Venezuela, embora autoridades não tenham detalhado essa conexão.

Limitações reconhecidas pelas autoridades

Apesar da escalada nas interceptações, autoridades americanas admitem que os navios apreendidos representam apenas uma fração do sistema de evasão de sanções. O contra-almirante David Barata afirmou em audiência no Congresso neste mês que "é uma porcentagem muito pequena" em relação ao total de embarcações envolvidas nesse esquema.

A operação no Oceano Índico demonstra a capacidade e disposição dos Estados Unidos em perseguir embarcações sancionadas mesmo em águas distantes, mantendo a pressão sobre regimes que buscam contornar as restrições internacionais através do comércio marítimo.