Alunos protestam contra afastamento de gestores em escola de Rio Branco após denúncias de assédio moral
Alunos protestam contra afastamento de gestores em Rio Branco

Manifestação estudantil paralisa região central de Rio Branco em protesto por transparência

Estudantes da Escola Estadual José Rodrigues Leite realizaram um protesto nesta quinta-feira (16) nas proximidades do Palácio Rio Branco, no cruzamento entre a Avenida Getúlio Vargas e a Rua Benjamin Constant, no Centro da capital acreana. A manifestação, que ocorreu entre 12h e 13h, causou congestionamento significativo na região e reuniu alunos de diversas séries do ensino médio.

Motivação do protesto: afastamento de gestores escolares

Os estudantes manifestaram-se contra o afastamento de dois servidores da escola - a diretora e o coordenador pedagógico - por denúncias de assédio moral dentro do ambiente escolar. As portarias de afastamento foram publicadas na última terça-feira (14) no Diário Oficial do Estado, com validade de 30 dias, embora os nomes dos profissionais não tenham sido divulgados oficialmente.

"A gente quer uma explicação sobre o afastamento da gestão da escola. Não entendemos. Eles foram acusados de assédio moral e a Secretaria de Educação, simplesmente, afastou eles e deixaram a comunidade escolar à mercê", relatou Cristiano Carvalho, estudante do 3º ano do ensino médio. "Como é que a comunidade escolar elege uma gestão e eles tiram sem ao menos uma explicação? Que democracia é essa?", questionou o jovem durante a manifestação.

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Posicionamento oficial da Secretaria de Educação

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE-AC), assinada pelo secretário Reginaldo Luís Pereira Prates, esclareceu que o afastamento é uma medida preventiva de praxe prevista nas normas estaduais. A pasta destacou que a ação tem como objetivo "garantir transparência e lisura na apuração dos fatos, sem interferências no ambiente escolar".

A SEE-AC enfatizou que nenhuma decisão definitiva foi tomada sobre a gestão da escola e que qualquer providência futura será baseada estritamente no resultado formal da sindicância administrativa, que deve ser concluída em 15 dias. "O Estado não antecipa veredictos", afirmou a secretaria em seu comunicado oficial.

Histórico das denúncias e processo administrativo

Servidores da rede estadual de ensino denunciaram ao g1 um suposto cenário de assédio moral, perseguição funcional e omissão institucional na escola. As queixas foram formalizadas por meio de requerimento encaminhado à Ouvidoria da SEE em novembro do ano passado, mas segundo os profissionais, a denúncia segue sem resposta há aproximadamente cinco meses.

De acordo com os relatos, professores e outros trabalhadores da unidade descrevem um ambiente marcado por:

  • Conflitos internos persistentes
  • Situações de constrangimento recorrentes
  • Exposição indevida de profissionais
  • Falta de mediação pedagógica adequada pela gestão

A SEE-AC informou anteriormente ao g1 que tinha conhecimento formal das denúncias e que foi instaurado processo de sindicância administrativa. Além disso, a pasta destacou que o Departamento de Segurança Escolar também acompanha o caso.

Impacto na comunidade escolar e próximos passos

O protesto estudantil evidenciou a tensão dentro da comunidade escolar, com alunos exigindo maior transparência nos processos administrativos que afetam diretamente o ambiente educacional. Os manifestantes carregavam cartazes pedindo esclarecimentos da SEE acerca das motivações por trás do afastamento dos gestores.

A sindicância administrativa segue em curso, com prazo estabelecido para apresentação do relatório final. A SEE-AC mantém que atua com responsabilidade e rigor institucional diante de denúncias formais, priorizando a rotina pedagógica e a proteção da comunidade escolar durante todo o processo investigativo.

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