Delegado revela operação contra fraude em concurso da PMTO; cinco candidatos eliminados
Fraude em concurso da PMTO: delegado detalha operação e eliminações

Operação desmantela esquema de fraude em concurso da Polícia Militar do Tocantins

Um esquema de fraude que tentou burlar o concurso público da Polícia Militar do Tocantins (PMTO) foi descoberto por meio de uma operação da Polícia Civil, resultando na eliminação de cinco candidatos da seleção. Os editais com as eliminações foram publicados no Diário Oficial do Estado, marcando um importante passo na investigação que já cumpriu oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão.

Detalhes da investigação e método fraudulento

Segundo o delegado responsável pela investigação, as fraudes ocorreram durante a primeira fase do concurso, realizada em junho de 2025. O esquema envolvia candidatos que teriam pago até R$ 50 mil para que outras pessoas, conhecidas como "pilotos", realizassem as provas em seus lugares. A polícia conseguiu identificar as irregularidades através de análise minuciosa das digitais e assinaturas dos candidatos inscritos, comparando-as com as das pessoas que efetivamente fizeram os exames.

"Não houve contaminação do concurso ou vazamento de prova e questões", afirmou o delegado, destacando que as suspeitas referem-se a condutas individuais isoladas. A Polícia Militar do Tocantins emitiu nota reforçando que não há qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo, enquanto a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela aplicação das provas, também confirmou que as suspeitas são limitadas a ações individuais sem impacto no conjunto do processo seletivo.

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Perfil dos envolvidos e cargos disputados

Dos cinco candidatos eliminados, um concorria ao cargo de cadete enquanto os outros quatro disputavam vagas para o quadro de soldados. Além dos candidatos, a investigação aponta a participação de três homens como integrantes do suposto esquema criminoso: um agente socioeducativo do Distrito Federal, um policial rodoviário federal lotado em Marabá (Pará) e um ex-policial militar da Paraíba.

A Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal informou que acompanha o caso com rigor e que, caso o envolvimento do servidor seja confirmado, todas as providências administrativas cabíveis serão adotadas. Já a Polícia Rodoviária Federal do Pará afirmou ter prestado apoio durante a operação e que acompanha as investigações.

Concurso de grande proporção e próximos passos

O concurso da PMTO registrou mais de 34 mil inscrições para 600 vagas de soldados e 60 para aspirantes a oficiais, com salários que variam de R$ 2.881,53 a R$ 10.842,13. A seleção ainda está em andamento e não houve convocações até o momento.

Na publicação oficial que determinou as eliminações, o presidente da comissão do concurso destacou a existência de "elementos concretos e idôneos que indicam a prática de fraude por candidatos no âmbito do presente concurso público, consistente na utilização de documentos falsos e na adulteração de dados identificadores com o objetivo de obtenção de vantagem indevida".

A Polícia Militar do Tocantins reforçou seu compromisso com a transparência do processo seletivo e com a preservação da integridade do concurso público, garantindo que continuará colaborando com as investigações em andamento. O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes, com a expectativa de que novas medidas sejam tomadas conforme o avanço das investigações.

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