Operação Última Etapa: Delegado detalha fraude com 'pilotos' em concurso da PM do Tocantins
Fraude com 'pilotos' em concurso da PMTO: Delegado dá detalhes

Operação Última Etapa desarticula esquema de fraude em concurso da Polícia Militar do Tocantins

O delegado responsável pelo caso, Claudemir Luiz Ferreira, forneceu detalhes importantes sobre as investigações das fraudes no concurso público da Polícia Militar do Tocantins (PM-TO). Segundo ele, as apurações indicam que "não há contaminação" do certame como um todo, uma afirmação feita após a deflagração da Operação Última Etapa.

Mandados cumpridos em quatro estados brasileiros

A operação policial resultou no cumprimento de oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão domiciliar nos estados de Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás. A ação foi realizada na manhã de quarta-feira (18) e teve como alvo uma organização criminosa especializada em fraudar concursos públicos.

Esquema utilizava "pilotos" para fazer provas

O método fraudulento consistia na utilização de "pilotos" — pessoas com alto nível de conhecimento contratadas especificamente para realizar as provas no lugar dos verdadeiros candidatos. Para garantir a aprovação ilícita na primeira fase do concurso, realizada em 15 de junho de 2025, os candidatos envolvidos chegaram a pagar até R$ 50 mil pelo serviço fraudulento.

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Delegado descarta cancelamento do concurso

Claudemir Ferreira esclareceu que não houve fatores que pudessem culminar no cancelamento do concurso, como vazamento de provas ou de questões. "Nós verificamos que a fraude foi executada de maneira pontual, para candidatos específicos que foram identificados e serão excluídos. Portanto, não houve vazamentos de provas nem de questões. Assim, até o momento, acreditamos que não há contaminação do certame", explicou o delegado.

Cinco candidatos serão eliminados do processo

Cinco candidatos identificados como beneficiários do esquema criminoso serão eliminados do concurso. De acordo com a PM do Tocantins, eles serão substituídos por candidatos subsequentes na lista de classificação, permitindo que o cronograma da seleção siga normalmente para os demais 34 mil inscritos. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente.

Resposta institucional e colaboração entre órgãos

A Polícia Militar do Tocantins emitiu nota informando que, ao identificar indícios de possíveis irregularidades, adotou imediatamente as providências administrativas e institucionais cabíveis para resguardar a legalidade do certame. A situação foi detectada pela Comissão Organizadora do Concurso, que compartilhou os dados com a Polícia Civil do Estado do Tocantins.

A Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela aplicação das provas, também se manifestou, afirmando que tem atuado em cooperação com a PMTO fornecendo as informações necessárias para a adequada apuração dos fatos. A instituição reafirmou seu compromisso com a transparência e a integridade de seus processos.

Operação recebeu apoio de múltiplas forças policiais

A Polícia Rodoviária Federal no Pará (SPRF/PA) informou que deu apoio à Operação Última Etapa, demonstrando a coordenação interinstitucional no combate a esse tipo de crime. Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas.

Compromisso com a transparência e legalidade

A Polícia Militar do Tocantins destacou em sua nota que as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo. A Corporação permanece colaborando com as investigações em andamento e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a confiança da sociedade tocantinense em seus processos institucionais.

O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes, com a expectativa de que todas as medidas administrativas cabíveis sejam rigorosamente adotadas caso o envolvimento de qualquer servidor seja formalmente confirmado.

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