Política: A reação das tropas ao capitão Bolsonaro e ao general Lula
Enquanto na esquerda a obediência e a união são obrigatórias, na direita, com o ex-presidente encarcerado, sobram rixas e disputas internas. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ex-presidente Jair Bolsonaro vivem momentos distintos nas relações com suas bases.
Exercendo seu terceiro mandato, Lula exige obediência total no PT. Como um general, ele manda e a tropa obedece sem contestação. Por ordem de Lula, o PT suavizou seu manifesto, amenizando críticas ao sistema financeiro e poupando o Banco Central. O partido também abriu mão de disputar governos estaduais em Minas Gerais e Rio de Janeiro para fortalecer a reeleição de Lula. “Nosso papel é eleger Lula, vitória da democracia contra o fascismo”, disse Edinho Silva.
Cada um por si na direita
Na direita, a situação é diferente. Com Bolsonaro em prisão domiciliar, a tropa oposicionista está fragmentada. O grupo tem três presidenciáveis, cada um com estratégia própria, além de disputas internas. Filhos de Bolsonaro criticaram o deputado Nikolas Ferreira e alimentaram desavenças com Michelle Bolsonaro, que nunca apoiou as candidaturas de Flávio e Carlos Bolsonaro.
“Quando Bolsonaro podia conversar com o partido, ele mediava conflitos. Agora, há mais dificuldade”, admite o senador Rogério Marinho. Apesar da união sob Lula, ele perdeu favoritismo. Pesquisas mostram Flávio Bolsonaro empatado com Lula no segundo turno, e Romeu Zema e Ronaldo Caiado reduziram a desvantagem.



