Crise no PL: reação do bolsonarismo raiz à manobra de Eduardo Bolsonaro
Reação do bolsonarismo raiz à manobra de Eduardo Bolsonaro

A decisão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro de apoiar o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, como candidato ao Senado pelo PL abriu uma nova crise interna no bolsonarismo paulista. A escolha desagradou lideranças do partido que esperavam ocupar a vaga e ampliou o desconforto entre aliados ligados ao núcleo ideológico de Jair Bolsonaro.

Por que a escolha de André do Prado gerou reação no PL?

Segundo análise do programa Ponto de Vista, o repórter Gabriel Sabóia afirmou que a movimentação foi interpretada dentro do PL como uma estratégia de Eduardo Bolsonaro para manter protagonismo político mesmo fora do país. A principal insatisfação veio do fato de André do Prado não ser visto como um nome orgânico do bolsonarismo raiz. “O nome também não era uma unanimidade por ser muito próximo do Centrão”, afirmou o repórter. Nos bastidores do partido, integrantes reclamam que quadros ligados historicamente ao bolsonarismo acabaram preteridos.

Qual foi a estratégia de Eduardo Bolsonaro?

A articulação prevê André do Prado como cabeça de chapa ao Senado e Eduardo na primeira suplência. Segundo Sabóia, a estratégia serve tanto para manter o sobrenome Bolsonaro em evidência quanto para impulsionar eleitoralmente o candidato escolhido pelo PL. O repórter lembrou que, antes de deixar o Brasil, Eduardo aparecia na liderança das pesquisas para o Senado em São Paulo. Por isso, o partido teria concedido a ele poder de influência sobre a definição da chapa.

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Quem ficou insatisfeito dentro do partido?

Dois nomes citados diretamente foram Mário Frias e Marco Feliciano. Segundo Sabóia, ambos vinham trabalhando internamente para viabilizar candidaturas ao Senado e tinham apoio do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. “A avaliação interna é a de que Eduardo impede que outros nomes cresçam dentro do partido”, afirmou Sabóia. Aliados reclamam que os parlamentares ligados ao núcleo ideológico assumem o desgaste político diário enquanto os espaços mais estratégicos acabam concentrados na família Bolsonaro.

Por que André do Prado incomoda parte da direita?

Além da proximidade com o Centrão, integrantes do PL afirmam que o presidente da Alesp não esteve alinhado “de maneira irrevogável” ao bolsonarismo em momentos anteriores. Isso gerou resistência entre setores mais radicais do partido. No vídeo de lançamento da chapa, Eduardo afirmou que André do Prado “se encaixa perfeitamente” no projeto político do grupo. Ele também confirmou que ocupará a primeira suplência da candidatura.

O PL de São Paulo entrou em crise?

Segundo Sabóia, o ambiente interno é de forte desconforto. “Estamos nesse momento em um cenário de bastante insatisfação dentro do PL de São Paulo”, afirmou. A tensão expõe disputas internas sobre espaço político, influência da família Bolsonaro e a tentativa do partido de equilibrar pragmatismo eleitoral com fidelidade ao núcleo ideológico bolsonarista.

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