O pré-candidato a presidente Aldo Rebelo (DC) criticou nesta quarta-feira (29) a capacidade de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) de bloquear obras no país. Durante visita à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), ele sugeriu uma mudança nas leis, chamada por ele de 'emendão', para destravar projetos caso assuma o Executivo.
'Brasil interditado'
Rebelo afirmou que o Brasil não é um país pobre, mas sim interditado institucionalmente. Segundo ele, investimentos se tornam inviáveis devido a bloqueios de corporações, do STF, do Ministério Público, do Ibama, da Funai e de outros órgãos. Como exemplo, citou a paralisação da Ferrogão (EF-170), ferrovia de 933 km entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), suspensa pelo TCU a pedido do MPF.
Proposta de 'emendão'
O ex-ministro e ex-parlamentar defende que, se eleito, apresentará no primeiro dia um conjunto de mudanças legais, inclusive na Constituição, para evitar interferências múltiplas em um mesmo projeto. 'Tirar do Supremo esse poder de parar o país', disse ele, propondo uma autoridade única de licenciamento ambiental, substituindo Ibama, Funai e outros órgãos.
Agrishow como palco político
Rebelo foi um dos políticos que visitaram a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, que se tornou parada obrigatória para pré-candidatos em 2026. Antes dele, passaram pelo evento o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD). Cada um fez críticas ao governo federal ou ao STF, reforçando a importância do setor agropecuário na corrida eleitoral.



