Deputada Erika Hilton anuncia processo contra apresentador Ratinho por transfobia
A deputada federal Erika Hilton se pronunciou publicamente nesta quarta-feira, 12 de março de 2026, confirmando que entrou com um processo judicial contra o apresentador Ratinho por declarações consideradas transfóbicas. O caso ganhou destaque nacional após as polêmicas afirmações feitas ao vivo durante o programa do SBT na noite de terça-feira, 11 de março.
Contexto das declarações transfóbicas
As declarações ocorreram no contexto da recente eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Durante seu programa, Ratinho interrompeu a programação normal para fazer comentários direcionados à parlamentar, questionando publicamente sua identidade de gênero e legitimidade como mulher.
Em publicação detalhada em seu perfil oficial do Instagram, a deputada transcreveu parte do que foi dito: "Ratinho interrompeu seu programa para dizer que mulheres trans não são mulheres, que mulheres que não menstruam não são mulheres, que mulheres que não têm útero não são mulheres e que mulheres que não têm filhos não são mulheres". Estas afirmações foram amplamente criticadas como discriminatórias e violadoras dos direitos humanos.
Posicionamento firme da deputada
Erika Hilton foi enfática em sua resposta pública: "Sim, estou processando o apresentador Ratinho. Sei que, pela audiência irrisória de seu programa, que até onde sei não agrada nem suas chefes no SBT, lhe resta apelar à violência. Porque o que o apresentador cometeu foi uma violência, um ataque, e não foi só contra mim".
A parlamentar destacou que as declarações não representam apenas um ataque pessoal, mas sim uma violência contra toda a comunidade trans e contra os avanços dos direitos LGBTQIA+ no Brasil. Ela enfatizou que buscará responsabilização legal pelas afirmações consideradas transfóbicas e discriminatórias.
Repercussão e importância do caso
Este caso ocorre em um momento significativo para os direitos das mulheres trans no Brasil, especialmente considerando a recente eleição de Erika Hilton para presidir uma comissão parlamentar dedicada aos direitos das mulheres. O processo judicial promete gerar amplo debate sobre:
- Limites da liberdade de expressão na mídia
- Proteção legal contra discriminação por identidade de gênero
- Responsabilização de figuras públicas por declarações transfóbicas
- Representatividade política da comunidade LGBTQIA+
A postagem da deputada no Instagram rapidamente viralizou, recebendo milhares de comentários de apoio de parlamentares, ativistas e cidadãos que condenaram as declarações de Ratinho. Especialistas em direito constitucional já começaram a analisar as implicações jurídicas do caso, que pode estabelecer precedentes importantes para futuros processos envolvendo transfobia na mídia brasileira.
O SBT, emissora que transmite o programa de Ratinho, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, mas fontes internas indicam que a direção da rede está monitorando a situação com atenção, considerando as possíveis repercussões legais e de imagem para a empresa.



