Servidoras de creches em Conchal entram em greve por piso salarial do magistério
Greve em Conchal: servidoras de creches cobram piso do magistério

Servidoras de creches municipais de Conchal iniciam greve por direitos salariais

Nesta segunda-feira, 30 de setembro, berçaristas e auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) das creches municipais de Conchal decidiram paralisar suas atividades em uma greve organizada. O movimento tem como principal objetivo garantir o enquadramento na carreira do magistério e o recebimento do piso salarial da categoria, conforme estabelecido por lei federal.

Reivindicações da categoria e impacto nas unidades

De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos de Conchal (Sindiconchal), as profissionais argumentam que as atividades realizadas com as crianças possuem um caráter pedagógico evidente e, portanto, devem ser reconhecidas oficialmente como docência. A Prefeitura de Conchal informou que, dos 81 profissionais da educação infantil, aproximadamente 65% aderiram à greve, enquanto 34,6% continuam trabalhando normalmente.

Em comunicado oficial, a administração municipal esclareceu que as atividades escolares nas creches não foram completamente interrompidas. Cinco unidades estão funcionando em um regime especial, e uma creche opera de maneira habitual, garantindo algum nível de atendimento às famílias da região.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Impasse prolongado e alegações de ambas as partes

O movimento grevista foi organizado para cobrar o cumprimento da Lei Federal 15.326/2026, aprovada em janeiro deste ano, que prevê expressamente o enquadramento dessas profissionais na carreira do magistério. As servidoras relatam que a Prefeitura alega falta de orçamento para implementar a medida no momento atual e teria proposto enquadrar apenas as ADIs no próximo ano, sem oferecer garantias jurídicas sólidas, excluindo as berçaristas do processo.

O sindicato destacou que essa questão se arrasta há vários anos sem uma solução concreta. Mesmo após uma reunião realizada na manhã desta segunda-feira, o prefeito manteve a proposta que já havia sido rejeitada pelas servidoras. A situação se tornou mais tensa na última sexta-feira, 27 de setembro, quando a Prefeitura teria registrado em ata a possibilidade de retirar a proposta de enquadramento caso a greve fosse iniciada.

Além disso, circularam denúncias de que estagiários poderiam ser remanejados para suprir a ausência das funcionárias grevistas nas unidades de ensino. A Prefeitura, por sua vez, negou veementemente essa possibilidade, afirmando que não utilizará estagiários para substituir os profissionais em greve.

Posicionamento da Prefeitura e busca por soluções

Em nota oficial, o município reiterou que realizou uma reunião nesta segunda-feira com representantes do sindicato e da categoria, com o claro objetivo de buscar soluções que permitam a retomada integral dos serviços e evitem prejuízos significativos para pais e alunos. O Executivo municipal enfatizou que continua acompanhando a situação de perto para minimizar os impactos e garantir a prestação de serviços essenciais à comunidade.

A administração pública local demonstrou preocupação com a interrupção parcial das atividades e afirmou que está empenhada em encontrar um caminho que atenda às demandas das servidoras, respeitando as limitações orçamentárias existentes. O diálogo permanece aberto, mas as negociações ainda não alcançaram um consenso satisfatório para ambas as partes envolvidas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar