Greve de servidoras de creches em Conchal termina após acordo sobre piso salarial
Greve de creches em Conchal termina após acordo salarial

Greve de servidoras de creches em Conchal chega ao fim após acordo sobre piso do magistério

A paralisação das berçaristas e Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) da rede municipal de Conchal foi encerrada nesta terça-feira, 31 de março, após um acordo que garantiu o retorno integral às atividades. As profissionais retomaram o trabalho na quarta-feira, 1º de abril, marcando o fim de um movimento grevista que começou na segunda-feira, 30 de março.

Liminar do Tribunal de Justiça e manutenção de serviços essenciais

Durante a greve, uma determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo exigiu a manutenção de pelo menos 70% dos serviços em funcionamento, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A medida baseou-se no entendimento de que a educação é um serviço essencial e não pode ser totalmente interrompido. Apesar da liminar, as servidoras poderiam manter a paralisação de forma parcial ou recorrer da decisão, mas optaram por encerrar o movimento após reuniões com a administração municipal.

Decisão em assembleia e diálogo com a prefeitura

Em nota, o sindicato informou que a decisão pelo fim da greve foi tomada em assembleia, após uma avaliação cuidadosa do cenário e um diálogo produtivo com a Prefeitura de Conchal. A categoria agora aguarda os desdobramentos da audiência de conciliação marcada para o dia 8 de abril, quando serão discutidos possíveis acordos e garantias jurídicas entre as partes.

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Contexto das negociações e nova legislação federal

A greve ocorreu em meio a negociações sobre o enquadramento das ADIs na nova legislação federal, especificamente a Lei nº 15.326 de 2026, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e tem previsão de implementação a partir de janeiro de 2027. A Prefeitura informou que pretende adequar os cargos conforme essa lei, mas o sindicato cobra garantias formais de que a medida será cumprida.

Diferenciação entre profissionais com e sem formação em pedagogia

Em relação às berçaristas com formação em pedagogia, a Prefeitura entende que elas não se enquadram nos critérios da nova lei. Para as profissionais sem formação na área, há indicação de que também não atendem aos requisitos, o que deve concentrar as reivindicações principalmente em questões salariais. O processo segue em andamento, e a definição final dependerá das negociações previstas para os próximos dias na audiência de conciliação.

Próximos passos e expectativas da categoria

Com o retorno ao trabalho, as servidoras mantêm a expectativa de que as negociações avancem de forma positiva na audiência marcada. O sindicato reforça a importância do diálogo contínuo com a administração municipal para garantir os direitos das profissionais e a qualidade do serviço educacional oferecido às crianças de Conchal.

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