Um levantamento recente da Evermonte Executive & Board Search, o Report de Remuneração Diretoria Executiva 2026, revela que os benefícios básicos continuam dominando os pacotes de remuneração de executivos no Brasil. Plano de saúde (72%), vale alimentação ou refeição (69%), seguro de vida (56%) e plano odontológico (53%) já se consolidaram como padrão de mercado, segundo o estudo.
Diferenciais estratégicos ganham espaço
A pesquisa aponta que a diferenciação nos pacotes está migrando para benefícios de segunda camada, considerados mais estratégicos. Entre eles, destacam-se mobilidade (42%), carro ou car allowance (37%) e iniciativas de bem-estar e saúde mental (32%). Esses itens vêm ganhando relevância como forma de atrair e reter talentos no mercado executivo brasileiro.
Benefícios de longo prazo ainda são limitados
Por outro lado, instrumentos de longo prazo e proteção executiva ainda têm presença modesta. A previdência privada aparece em apenas 23% dos pacotes, enquanto o seguro D&O (directors and officers) está presente em somente 15% das ofertas. Esses dados indicam que as empresas brasileiras ainda priorizam benefícios imediatos em detrimento de estratégias de retenção de longo prazo.
Desenvolvimento executivo: baixa adesão
As iniciativas de desenvolvimento profissional também são limitadas. A educação executiva nacional está disponível em 15% dos pacotes, e a internacional em apenas 6%. Isso sugere que as companhias ainda investem pouco no aprimoramento contínuo de seus líderes, o que pode impactar a competitividade no longo prazo.
Cenário geral e tendências
O estudo da Evermonte reforça que, embora os benefícios básicos sejam essenciais, a diferenciação por meio de benefícios estratégicos e de desenvolvimento pode ser um diferencial competitivo importante na atração de executivos de alto nível. A tendência é que, com a evolução do mercado de trabalho, mais empresas passem a incluir itens como previdência privada, seguro D&O e programas de educação executiva em seus pacotes.



