Quem erra mais nas projeções econômicas: governo ou mercado financeiro?
Erros em projeções econômicas: governo vs. mercado

Quem erra mais nas projeções econômicas: governo ou mercado financeiro?

Uma comparação detalhada entre as estimativas do governo e do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central, revela quem tem sido mais preciso nas previsões para inflação e crescimento da economia brasileira.

Dados divulgados pela Secretaria de Política Econômica

Em coletiva recente, o Ministério da Fazenda apresentou dados que mostram que, nas projeções para 2026, os economistas e agentes de mercado tendem a errar mais do que o governo. A análise focou nas estimativas para inflação e PIB, comparando as projeções oficiais com a mediana das previsões do mercado financeiro.

Casos específicos de inflação e PIB

No caso do IPCA de 2025, a inflação efetiva fechou em 4,3%, valor abaixo das projeções do mercado, que oscilaram entre 5,5% e 5,7%. Enquanto isso, o governo projetava 4,8%, indicando que o número final ficou mais próximo da estimativa oficial. Para o PIB de 2025, o Ministério da Fazenda projeta crescimento de 2,3%, acima da mediana do mercado, que variou entre 2,0% e 2,1%. No entanto, o dado oficial do PIB ainda não foi divulgado pelo IBGE, impedindo uma comparação definitiva.

Análise de anos anteriores

Em 2023, tanto o governo quanto o mercado acertaram praticamente em cheio o crescimento do PIB, que fechou em 2,9%. Para a inflação, o IPCA efetivo de 4,62% ficou mais próximo da projeção da SPE, de 4,6%, do que das estimativas do mercado, que chegaram a 4,9% a 5,0%.

Já em 2024, o erro foi generalizado. O PIB cresceu 3,4%, bem acima das projeções tanto do governo quanto do mercado, que apontavam taxas próximas de 2,2%. Na inflação, o IPCA voltou a fechar em 4,62%, novamente acima das estimativas de ambos, que projetavam números em torno de 3,8% a 4,0%.

Conclusões sobre as projeções

Esses dados sugerem que, embora o mercado financeiro seja frequentemente visto como mais cauteloso, o governo tem demonstrado um otimismo que, em alguns casos, se aproxima mais da realidade econômica. A comparação histórica indica que ambos os lados cometem erros, mas a precisão varia conforme o indicador e o ano analisado.