O Corinthians já iniciou o planejamento para a próxima janela de transferências, que ocorre no meio do ano. A movimentação, no entanto, acontece de forma discreta nos bastidores do clube. O departamento de futebol trabalha em conjunto com o setor de análise de mercado para mapear alternativas, com foco especial no sistema ofensivo.
Planejamento discreto
O executivo Marcelo Paz mantém contato com empresários, mas ainda sem avançar para negociações formais. Em paralelo, o técnico Fernando Diniz segue avaliando o elenco, sobretudo em busca de jovens que possam ser potencializados dentro de sua metodologia de trabalho.
Prioridade no ataque
A principal carência identificada pela comissão técnica e diretoria é no setor ofensivo. Internamente, há o entendimento de que o elenco precisa de ao menos mais um atacante. A leitura é semelhante à de Dorival Júnior, ex-treinador do clube, que já apontava a necessidade de um jogador de área e outro com capacidade de atacar espaços.
Apesar disso, o modelo de contratação deve seguir o padrão adotado no início da temporada: reforços sem custos de transferência. A maior parte das sete contratações feitas na primeira janela ocorreu nesses moldes. O clube mantém o monitoramento de atletas que se encaixem na realidade financeira atual.
Entre os perfis analisados estão jogadores disponíveis para empréstimo, desde que com salários compatíveis, e atletas em fim de contrato ou livres no mercado.
Cautela com agentes
Ao mesmo tempo, o Corinthians recebe indicações de diversos nomes. Embora não descarte essas possibilidades, algumas abordagens de agentes têm causado incômodo à diretoria. Nos bastidores, há a percepção de que a situação financeira delicada do clube o torna alvo de empresários que utilizam o nome do Corinthians para valorizar atletas em negociações com outras equipes.
Ainda assim, Marcelo Paz adota uma postura política: atende a maioria dos contatos e, em conjunto com o departamento de scout, filtra as opções mais viáveis para reforçar o elenco. O clube segue atento ao mercado, mas com cautela para não se comprometer financeiramente.



