Argentina e EUA firmam acordo estratégico sobre minerais críticos
Nesta quarta-feira, 4 de março, a Argentina e os Estados Unidos assinaram um acordo bilateral focado em minerais críticos, durante um encontro histórico entre o ex-presidente norte-americano Donald Trump e o presidente argentino Javier Milei na Casa Branca. Este marco representa a primeira reunião oficial entre os dois líderes, simbolizando um fortalecimento nas relações diplomáticas e comerciais entre os países.
Objetivos e impactos do acordo
Segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, o acordo tem como objetivo principal fortalecer e tornar mais seguras as cadeias de suprimento de minerais essenciais. A iniciativa, conforme destacado pela chancelaria argentina, deve impulsionar um crescimento econômico significativo para o país, com projeções otimistas para os próximos anos.
O acordo foi formalizado na Reunião Ministerial sobre Minerais Críticos, convocada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Ele estabelece um Instrumento-Quadro destinado a:
- Reforçar o abastecimento em mineração e processamento de minerais críticos.
- Consolidar cadeias de valor mais sólidas e diversificadas.
- Criar um ambiente favorável à atração de investimentos produtivos de longo prazo.
- Responder ao aumento da demanda global e ao avanço de tecnologias de ponta.
Contexto econômico e projeções futuras
Em 2025, as exportações de mineração da Argentina alcançaram um recorde de US$ 6,037 bilhões, com um crescimento interanual próximo de 30%, impulsionado por estímulos e pelas condições estabelecidas pelo Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI). Minerais críticos, como lítio e cobre, são apontados como setores estratégicos para:
- Aumentar as exportações.
- Gerar divisas.
- Criar empregos qualificados.
- Impactar positivamente as economias regionais.
Em um cenário de estabilidade macroeconômica e regras claras para investimentos, a mineração se consolida, ao lado da energia e da agroindústria, como um dos pilares do processo de transformação econômica da Argentina. O país projeta elevar suas exportações totais para cerca de US$ 100 bilhões nos próximos sete anos, com participação crescente da mineração, que pode superar US$ 20 bilhões nesse período e alcançar mais de US$ 30 bilhões ao final da próxima década.
Este acordo bilateral não só reforça a cooperação internacional, mas também posiciona a Argentina como um player chave no mercado global de minerais críticos, abrindo portas para novas oportunidades econômicas e tecnológicas.