Ibovespa atinge novo recorde histórico e fecha acima de 186 mil pontos
Ibovespa fecha em recorde histórico acima de 186 mil pontos

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia histórico nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, com o Ibovespa alcançando um novo patamar recorde. O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, encerrou a sessão com ganhos expressivos de 1,76%, fechando aos 186.313 pontos. Esse desempenho robusto reflete uma combinação de fatores positivos tanto no cenário doméstico quanto no internacional, que têm animado investidores e analistas.

Fatores que impulsionaram o recorde do Ibovespa

Diversos elementos contribuíram para a forte valorização do índice nesta sessão. No plano interno, a divulgação de balanços corporativos sólidos, especialmente no setor bancário, foi um dos principais motores do otimismo. Além disso, a entrevista concedida por Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central, também atraiu a atenção do mercado, gerando expectativas sobre a condução da política econômica.

Resultados financeiros em destaque

Entre as empresas que se destacaram, o BTG Pactual (BPAC11) reportou um lucro líquido ajustado próximo de 4,6 bilhões de reais no quarto trimestre. Esse valor representa um crescimento impressionante de 40,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior, reforçando a saúde financeira da instituição. Após o fechamento do pregão, outras companhias como BB Seguridade (BBSE3), Motiva (MOTV3) e São Martinho (SMTO3) também estavam programadas para apresentar seus resultados ao mercado, o que pode influenciar as próximas sessões.

Cenário político e econômico doméstico

No âmbito político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em São Paulo acompanhado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para visitar o centro de produção de vacinas contra a dengue do Instituto Butantan. Posteriormente, participou de uma cerimônia em Mauá, onde foram anunciados investimentos nas áreas de educação e saúde. Essas movimentações, embora não diretamente ligadas ao mercado financeiro, contribuem para o clima geral de estabilidade e planejamento governamental.

Influência do cenário internacional

O ambiente externo também desempenhou um papel crucial no avanço do Ibovespa. Nos Estados Unidos, cresce a percepção de que o Federal Reserve poderá iniciar um ciclo de cortes de juros até junho. Essa expectativa é sustentada pela agenda de indicadores econômicos da semana, que inclui dados de emprego, inflação e vendas no varejo, os quais podem sinalizar uma desaceleração da economia americana e justificar medidas de estímulo monetário.

Desempenho das bolsas globais

Em Wall Street, os índices futuros operaram em alta, refletindo o otimismo global. O Dow Jones avançou 0,12%, o Nasdaq subiu 1,09% e o S&P 500 registrou um ganho de 0,64%. Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, esse ambiente mais propício ao risco, observado também na valorização das bolsas na Europa e no Japão, tem favorecido as moedas de países emergentes, com destaque para o real brasileiro.

Análise dos especialistas

Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, explica que a queda do dólar em relação ao real tem um misto de movimento de apetite ao risco. "Isso favorece as bolsas globalmente, e pela decisão da China em limitar a compra de Treasuries pelos seus bancos, o que, por consequência, reduz a demanda por dólares e favorece as cotações do ouro, que sobem forte hoje", detalha. Ao fim do dia, o dólar era cotado a 5,19 reais, refletindo essa dinâmica favorável para a moeda brasileira.

Em resumo, o recorde histórico do Ibovespa nesta segunda-feira foi resultado de uma convergência de fatores positivos, incluindo balanços corporativos robustos, um cenário político estável no Brasil e um ambiente internacional que favorece o apetite por risco e as moedas emergentes. Os investidores seguem atentos aos próximos desenvolvimentos, tanto no plano doméstico quanto no exterior, para avaliar a sustentabilidade desse movimento de alta.