Liquidação do Banco Pleno abre conta bilionária para o FGC pagar credores
A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, deve acionar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcir clientes da instituição financeira. O fundo estima que aproximadamente 160 mil credores tenham depósitos elegíveis à garantia, somando um total impressionante de 4,9 bilhões de reais.
Processo de pagamento e limites de cobertura
Os pagamentos começam somente após o liquidante nomeado pelo Banco Central concluir o levantamento detalhado dos credores e dos valores devidos. O FGC cobre até 250 mil reais por CPF ou CNPJ por instituição financeira, respeitando um limite total de 1 milhão de reais em um período de quatro anos.
Entram na garantia créditos em conta corrente, poupança, CDB e LCI/LCA emitidos pelo banco. No entanto, é importante destacar que fundos de investimento, ações e outros tipos de investimentos não são cobertos pelo FGC.
Orientações para os clientes do Banco Pleno
Os clientes do Banco Pleno devem fazer cadastro no aplicativo do fundo para agilizar o processo de ressarcimento. Depois que a lista oficial de credores for validada, será possível indicar uma conta de mesma titularidade para receber o dinheiro de forma segura e eficiente.
Origem e contexto do Banco Pleno
O Banco Pleno tem origem no antigo Banco Voiter, anteriormente conhecido como Indusval, que foi adquirido em 2025 pelo ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. O FGC reforça que a instituição não integra o conglomerado Master, e a garantia será calculada apenas com base nos depósitos feitos no próprio Banco Pleno, garantindo transparência no processo.
Esta liquidação representa um marco significativo na regulação bancária brasileira, com o FGC desempenhando um papel crucial na proteção dos depositantes e na estabilidade do sistema financeiro nacional.