Dólar em queda e bolsas sob pressão: entenda os fatores que movem o mercado
Dólar cai e bolsas globais recuam: veja os motivos

Dólar abre em queda e mercados globais enfrentam volatilidade

O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira, 6 de dezembro, com uma queda de 0,32%, sendo cotado a R$ 5,2382. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, aguarda o início das negociações às 10h, em um dia marcado por atenção aos movimentos internacionais e à temporada de balanços corporativos.

Cenário internacional influencia os investidores

Nos Estados Unidos, os investidores acompanham de perto a divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan, que mede o sentimento do consumidor e as expectativas de inflação. Além disso, o discurso do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, em evento público, é aguardado com expectativa.

No plano geopolítico, as atenções se voltam para as negociações entre EUA e Irã, realizadas em Omã. O objetivo é avançar em um acordo nuclear após semanas de aumento das tensões. Antes do encontro, o chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmou que o país entra nas conversas com olhos abertos, refletindo um cenário de cautela.

Busca por segurança e desempenho de ativos

Esse ambiente de incerteza tem levado investidores a buscar aplicações consideradas mais seguras. Nesse contexto, o ouro avança e recupera parte das perdas da sessão anterior, em um dia de queda das bolsas globais. O metal à vista subia 1,9%, enquanto os contratos futuros para abril recuavam 0,1%.

No mercado de criptomoedas, o bitcoin recuou ao menor nível em 15 meses, apesar do apoio público do presidente dos EUA, Donald Trump. A moeda passou a valer cerca de US$ 65 mil e já acumula uma queda de 24% no ano.

Temporada de balanços traz desdobramentos relevantes

A temporada de balanços segue no radar dos investidores, com impactos significativos no Brasil e no exterior. Em Wall Street, a Amazon frustrou o mercado ao divulgar resultados mistos e elevar a previsão de investimentos para US$ 200 bilhões, o que fez suas ações caírem mais de 10% no after-market.

No Brasil, os papéis do Bradesco recuaram no after-market em Nova York, mesmo com o lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, uma alta de 20,6% em um ano e ligeiramente acima das estimativas.

Desempenho acumulado e detalhes do mercado

Veja abaixo os dados acumulados de desempenho:

  • Dólar: Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: +0,12%; Acumulado do ano: -4,28%.
  • Ibovespa: Acumulado da semana: +0,42%; Acumulado do mês: +0,42%; Acumulado do ano: +13,03%.

A temporada de resultados financeiros de empresas com capital aberto na bolsa brasileira já começou a influenciar o comportamento dos mercados. O resultado do Santander, na véspera, trouxe uma queda de 2% nas ações do banco. A instituição registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, mas teve uma queda no resultado antes do pagamento de impostos.

Já o Itaú teve um lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no último trimestre do ano passado, alcançando a melhor rentabilidade desde 2015. O resultado, divulgado pelo banco na noite de ontem, foi bem recebido pelo mercado nesta quinta-feira, com as ações avançando mais de 2% na sessão.

Bolsas globais em queda

Em Wall Street, as bolsas americanas encerraram o pregão em queda, pressionadas principalmente pelas perdas das empresas de tecnologia. O clima ficou mais pesado após a Alphabet, controladora do Google, sinalizar que seguirá aumentando os investimentos em projetos de inteligência artificial, mesmo depois de divulgar um crescimento robusto no lucro do último trimestre.

Os índices americanos registraram as seguintes perdas:

  1. S&P 500: recuo de 1,20%.
  2. Nasdaq: queda de 1,59%.
  3. Dow Jones: perdas de 1,20%.

Na Europa, os principais índices acionários da região caíram nesta quinta-feira, após o Banco Central Europeu (BCE) ter mantido as taxas de juros inalteradas, sem dar pistas sobre seu próximo passo na condução de política monetária. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 1,05%, na maior perda diária em mais de dois anos.

Entre os demais índices europeus:

  • DAX (Alemanha): queda de 0,46%.
  • CAC 40 (França): perda de 0,29%.
  • FTSE 100 (Reino Unido): recuo de 0,90%.

Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão com desempenho desigual, influenciadas pela queda expressiva nos preços dos metais preciosos e pela onda de vendas no setor de tecnologia. Os principais índices asiáticos apresentaram os seguintes movimentos:

  • Xangai: recuo de 0,64%.
  • CSI300: queda de 0,60%.
  • Hang Seng (Hong Kong): avanço de 0,14%.
  • Nikkei (Japão): queda de 0,9%.
  • Kospi (Coreia do Sul): recuo de 3,86%.
  • Taiex (Taiwan): perda de 1,51%.
  • Cingapura: leve alta de 0,21%.