Safra da castanha-do-pará inicia na Floresta Estadual do Paru com foco em sustentabilidade
A safra da castanha-do-pará na Floresta Estadual do Paru, conhecida como Flota do Paru, teve início oficial na segunda-feira, dia 16 de março, mobilizando uma comunidade de extrativistas do município de Monte Alegre, localizado na região do Baixo Amazonas, no estado do Pará. Esta atividade tradicional marca o começo de um novo ciclo produtivo que busca harmonizar a geração de renda para as famílias locais com a conservação ambiental, um exemplo prático da bioeconomia amazônica em ação.
Investimentos do Ideflor-Bio fortalecem a cadeia produtiva
A colheita de 2026 chega com um reforço significativo devido às ações implementadas pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará, o Ideflor-Bio. Nos últimos anos, o instituto desenvolveu um projeto estratégico para integrar o extrativismo da castanha às áreas de concessão florestal, uma iniciativa que visa equilibrar o uso tradicional dos recursos naturais com uma gestão sustentável das florestas públicas. O financiamento para essas ações provém do Fundo de Desenvolvimento Florestal do Pará, garantindo recursos essenciais para a atuação dos trabalhadores.
O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, enfatizou a importância da castanha-do-pará como um dos pilares centrais da bioeconomia na Amazônia. Ele destacou que os investimentos direcionados aos extrativistas não apenas contribuem para a geração de renda, mas também desempenham um papel crucial na preservação ambiental. "A castanha-do-pará é um símbolo da bioeconomia amazônica. Ao investir nos extrativistas, estamos fortalecendo a economia local, gerando renda e, ao mesmo tempo, protegendo a floresta. Esse é o caminho para um desenvolvimento que respeita as pessoas e o meio ambiente", afirmou Pinto.
Entrega de equipamentos e capacitação elevam segurança e eficiência
Como parte dos preparativos para a safra, no dia 12 de fevereiro, equipes da Diretoria de Gestão de Florestas Públicas de Produção, a DGFLOP, realizaram a entrega de equipamentos de proteção individual e insumos essenciais para os trabalhadores. Esta ação teve como objetivo principal melhorar as condições de segurança e organização no acesso às áreas de coleta, garantindo um ambiente de trabalho mais protegido e produtivo.
Dos 187 coletores cadastrados na Flota do Paru, 150 receberam kits completos que incluíam:
- Uniformes adequados para a atividade florestal
- Botas de segurança resistentes
- Luvas de proteção
- Capacetes para prevenção de acidentes
- Óculos de proteção ocular
Além disso, foram fornecidos materiais indispensáveis para a colheita, como sacas para armazenamento, linhas, agulhas e terçados, ferramentas tradicionais utilizadas no extrativismo.
Capacitações ampliam conhecimento técnico dos extrativistas
Outro avanço significativo foi a realização de capacitações ao longo do ano de 2025, promovidas em parceria pelo Instituto Floresta Tropical e a organização The Nature Conservancy. Esses treinamentos abrangeram uma variedade de tópicos essenciais para a melhoria da atividade extrativista:
- Uso correto dos equipamentos de proteção individual
- Boas práticas de manejo sustentável da castanha
- Estratégias eficazes de comercialização do produto
Essas iniciativas ampliaram o conhecimento técnico dos extrativistas, capacitando-os para adotar métodos mais eficientes e sustentáveis, o que pode resultar em uma maior valorização da castanha-do-pará no mercado.
A safra da castanha-do-pará na Flota do Paru representa, portanto, um modelo de desenvolvimento que combina tradição, inovação e conservação. Com o apoio contínuo do Ideflor-Bio e de parceiros, os extrativistas de Monte Alegre estão preparados para uma colheita que promete não apenas benefícios econômicos, mas também a preservação de um ecossistema vital para a Amazônia e para o planeta.



