Prefeito de João Pessoa veta mudanças na regulamentação do Zona Azul
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, do MDB, decidiu vetar partes significativas da lei que regulamenta o sistema de estacionamento Zona Azul na capital paraibana. Os vetos foram oficializados no Diário Oficial do Município nesta terça-feira, dia 3, e têm impacto direto sobre motociclistas por aplicativo e a isenção de pagamento em determinadas vias do Centro da cidade.
Detalhes dos vetos e suas implicações
Um dos trechos vetados pelo prefeito estabelecia uma tolerância de até 20 minutos para o descarregamento de encomendas e passageiros. Essa medida beneficiaria especificamente motoboys, motogretes, entregadores por aplicativos e motocicletas de transporte remunerado, permitindo que realizassem suas atividades sem a pressão imediata do pagamento da tarifa.
Outro ponto vetado refere-se à isenção total do pagamento da tarifa do Zona Azul em nove vias localizadas no Centro de João Pessoa. Essa isenção visava facilitar o acesso e a circulação em áreas de grande movimento comercial e residencial, mas foi rejeitada pela administração municipal.
Próximos passos e análise do contexto
Os vetos agora seguem para a Câmara Municipal de João Pessoa, onde os vereadores terão a oportunidade de analisar e decidir se aprovam ou não as mudanças propostas. Essa etapa é crucial, pois pode reverter ou confirmar as decisões do prefeito, afetando diretamente a rotina de milhares de motoristas e motociclistas que utilizam o sistema diariamente.
O Zona Azul é um sistema de estacionamento rotativo que visa organizar o fluxo de veículos em áreas urbanas movimentadas, promovendo uma melhor utilização do espaço público. A regulamentação desse sistema é frequentemente alvo de debates, pois envolve questões de mobilidade urbana, arrecadação municipal e acessibilidade para diferentes tipos de usuários.
As decisões de Cícero Lucena refletem uma postura de controle sobre as políticas de estacionamento na cidade, priorizando possivelmente aspectos fiscais ou de gestão do tráfego. No entanto, a reação da Câmara Municipal e da população será fundamental para definir o futuro dessas regras em João Pessoa.