TCU dá prazo final para solução de impasse da MEZ Energia no setor elétrico
TCU impõe prazo para impasse da MEZ Energia no setor elétrico

TCU estabelece prazo irrevogável para resolução de impasse envolvendo MEZ Energia

O imbróglio entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre as concessões atrasadas do Grupo MEZ Energia recebeu um ultimato do Tribunal de Contas da União (TCU). A corte de contas notificou a agência reguladora de que o prazo para uma solução via consenso expira no dia 5 de fevereiro de 2026, sem qualquer possibilidade de prorrogação.

Obras essenciais para a Grande São Paulo paralisadas

No centro da disputa estão obras de transmissão de energia consideradas cruciais para a Grande São Paulo, que nunca saíram do papel devido à falta de capacidade financeira da empresa concessionária. A situação tem gerado preocupações sobre a segurança e eficiência do abastecimento elétrico na região metropolitana.

Proposta controversa da MEZ Energia

Mesmo sem ter conseguido atrair um investidor até o momento, a MEZ Energia apresentou uma proposta para tentar salvar o negócio. O plano inclui:

  • Devolver três lotes de concessão à União.
  • Manter os dois lotes localizados em São Paulo.
  • Exigir que a tarifa (RAP) seja dobrada para financiar a conclusão das obras.

Segundo a empresa, com essa receita maior, ela concluiria as obras e, posteriormente, venderia os ativos. No entanto, essa proposta enfrenta forte resistência técnica e crítica de especialistas.

Impactos para os consumidores e o setor

A proposta da MEZ Energia é vista como problemática porque, na prática, transfere o custo da gestão ineficiente e dos erros de precificação do leilão diretamente para a conta de luz do consumidor. Além disso, ela pode premiar o descumprimento contratual, em detrimento de uma nova licitação que poderia trazer mais competitividade e transparência ao processo.

Fontes do setor elétrico estimam que, caso o acordo seja aprovado, a MEZ Energia pode ser beneficiada em ao menos 500 milhões de reais. Esse valor considera margens de construção do projeto e o cancelamento de penalidades contratuais, levantando questões sobre justiça e eficiência na regulação do setor.

O TCU mantém pressão para que uma solução seja encontrada dentro do prazo estipulado, evitando mais atrasos e prejuízos para a infraestrutura energética nacional.