Cedae conclui reparo em tubulação do Guandu após estouro que afetou 10 milhões
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) concluiu, às 7h25 deste domingo (8), o reparo em uma tubulação no interior da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, localizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Com a finalização do serviço, a companhia iniciou, de forma gradual, a retomada da produção de água no sistema, que durante o período de manutenção operou com aproximadamente 55% de sua capacidade total.
Normalização progressiva do abastecimento
Segundo informações divulgadas pela Cedae, o sistema Guandu começou a ter sua produção restabelecida de maneira progressiva. Esse processo deve refletir, ao longo das próximas horas, na normalização do fornecimento de água nas áreas atendidas pela estação. As concessionárias responsáveis pela distribuição nos municípios já foram comunicadas sobre a situação e são as encarregadas de informar prazos e condições específicas do abastecimento em cada localidade e bairro.
A forte chuva que atingiu o Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense ao longo do sábado atrasou significativamente os trabalhos de reparo, que inicialmente tinham previsão de conclusão ainda na noite de sábado (7). A adversidade climática complicou as operações, prolongando o período de interrupção parcial do serviço.
Série de falhas e impacto na população
Uma sequência de falhas na ETA Guandu, iniciada na manhã de quinta-feira (5), provocou uma redução drástica no fornecimento de água para cerca de 10 milhões de pessoas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, popularmente conhecida como Grande Rio. No sábado (7), sete cidades da Baixada Fluminense e diversos bairros da capital, incluindo Santa Teresa, chegaram a ficar completamente sem abastecimento, agravando a crise hídrica na região.
Uma câmera de segurança flagrou, na quinta-feira, o momento exato do estouro de uma tubulação dentro da Estação de Tratamento de Água do Guandu. Esse incidente foi o primeiro de uma série de três problemas na rede de abastecimento da região metropolitana somente nesta semana, evidenciando a fragilidade da infraestrutura.
Cronologia dos incidentes
Os problemas se sucederam rapidamente, criando um cenário de instabilidade no fornecimento:
- Manhã de quinta-feira: rompimento de uma tubulação dentro da ETA Guandu, em Nova Iguaçu, com câmeras registrando o momento do estouro. Casas vizinhas foram destruídas devido à força da água.
- Noite de quinta-feira: estouro em uma adutora em Xerém, distrito de Duque de Caxias. Vale ressaltar que a mesma adutora já havia explodido na semana anterior, indicando possíveis falhas recorrentes.
- Noite de sexta-feira (6): após a Cedae afirmar ter resolvido o rompimento do dia anterior, o complexo do Guandu voltou a registrar vazamentos, demonstrando a complexidade dos reparos.
Essa sequência de estouros levou a Cedae a reduzir a produção de água pela metade, impactando diretamente o fornecimento para milhões de pessoas. A situação se tornou ainda mais crítica com a interrupção total em várias localidades no sábado.
Desafios e próximos passos
A Cedae enfrentou desafios adicionais durante o processo de reparo. Na manhã de sábado, a companhia afirmou não saber quando conseguiria concluir o serviço, gerando incerteza na população. À tarde, mesmo com a persistência da chuva, a empresa garantiu que os trabalhos seriam finalizados durante a noite, promessa que se concretizou apenas na manhã de domingo.
Com a conclusão do reparo, a expectativa é que o abastecimento volte à normalidade de forma gradual. No entanto, a série de incidentes desta semana levanta questões sobre a manutenção preventiva e a robustez da infraestrutura hídrica na região metropolitana do Rio de Janeiro.