Prefeito do Rio anuncia revogação de medida que ampliaria passageiros no Aeroporto Santos Dumont
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou nesta terça-feira (3) que uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Silvio Costa Filho resultou na decisão de revogar um despacho do Ministério de Portos e Aeroportos. Esse despacho, emitido no final do ano passado, havia flexibilizado o número de passageiros no Aeroporto Santos Dumont, localizado no Centro do Rio.
Mudança pretendida e limites atuais
A medida revogada pretendia ampliar gradualmente o número de passageiros no aeroporto doméstico para 8 milhões por ano. Atualmente, desde 2024, o Aeroporto Santos Dumont opera com um teto anual de 6,5 milhões de passageiros, estabelecido em 2023 após um acordo entre a Prefeitura do Rio, o governo federal e o Tribunal de Contas da União (TCU).
Em uma publicação em rede social, Eduardo Paes destacou: "Contra fatos não há argumentos e os números não mentem: as medidas tomadas pelo presidente Lula no início de seu mandato permitiram a recuperação do aeroporto do Galeão, aumentando o número de turistas e negócios para o Estado do Rio!"
Objetivo do limite e impacto nos aeroportos
O objetivo principal do limite de 6,5 milhões de passageiros no Santos Dumont é equilibrar o fluxo entre esse aeroporto e o Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão. A estratégia visa evitar a sobrecarga de um dos terminais e fortalecer o Galeão, que chegou a operar com apenas 30% da capacidade e teve um terminal fechado antes da pandemia.
Dados da Infraero, responsável pelo Santos Dumont, e da concessionária RioGaleão mostram que, em dois anos, o movimento total nos aeroportos do Rio cresceu 23%. De janeiro a novembro de 2023, Santos Dumont e Galeão transportaram juntos 17,6 milhões de passageiros. No mesmo período de 2025, esse número subiu para 21,8 milhões.
Distribuição de passageiros após a mudança
Após a implementação do limite, observou-se uma significativa redistribuição no fluxo de passageiros. O número de passageiros no Santos Dumont caiu pela metade, de 10,9 milhões para 5,7 milhões. Em contrapartida, o movimento no Galeão mais que dobrou, saltando de 6,8 milhões para 16,1 milhões.
Esses números reforçam a eficácia da política de equilíbrio entre os dois aeroportos, conforme defendido pelas autoridades locais e federais. A revogação da medida de flexibilização mantém o status quo, assegurando que o Galeão continue a se recuperar e atrair mais tráfego aéreo.