Moradores constroem ponte improvisada em Santa Inês após falta de manutenção pública
Moradores constroem ponte em Santa Inês por falta de manutenção

Moradores da zona rural de Santa Inês constroem ponte provisória após negligência do poder público

Em uma demonstração de iniciativa comunitária, moradores da zona rural de Santa Inês, localizada a aproximadamente 250 quilômetros de São Luís, no Maranhão, tomaram as rédeas da situação e construíram uma ponte provisória por conta própria. A ação foi motivada pela falta de manutenção da estrutura oficial que conecta os povoados de Barro Branco e São José dos Crentes, um serviço que, segundo os relatos locais, deveria ser de responsabilidade do poder público.

Deterioração avançada e riscos à segurança

A ponte original, que não recebe reparos há um período considerável, apresentava sinais avançados de deterioração, colocando em perigo a segurança dos moradores que dependem desse trajeto para se deslocar entre as comunidades. Com o acesso já complicado durante o período chuvoso, quando as estradas rurais se tornam mais difíceis de transitar, a situação se agravava ainda mais, aumentando o risco de acidentes e potencial isolamento dos habitantes.

Iniciativa comunitária e vaquinha para materiais

Diante da demora nas ações oficiais e com o temor de ficarem isolados, os moradores decidiram agir de forma independente. Eles organizaram uma vaquinha para arrecadar fundos, permitindo a compra de tábuas e outros materiais necessários para a construção da ponte improvisada. Esse esforço coletivo destacou a resiliência e a capacidade de autogestão da população local em face da ineficiência administrativa.

Silêncio da prefeitura e contexto regional

Até o momento da publicação desta matéria, a Prefeitura de Santa Inês não havia se pronunciado sobre o caso, conforme nota divulgada. A situação reflete desafios mais amplos de infraestrutura em áreas rurais do Maranhão, onde comunidades frequentemente enfrentam dificuldades devido à negligência em serviços públicos essenciais.

Essa ação dos moradores não apenas resolveu um problema imediato de mobilidade, mas também chamou a atenção para a necessidade urgente de investimentos e manutenção regular em infraestruturas críticas, garantindo a segurança e o bem-estar das populações mais isoladas.