Metrô de São Paulo cancela licitação e mantém gestão do Terminal Barra Funda até 2050
O Metrô de São Paulo anunciou o cancelamento da licitação aberta no ano passado para selecionar uma nova administradora do Terminal Rodoviário da Barra Funda, localizado na Zona Oeste da capital paulista. Em vez disso, a empresa estatal decidiu prorrogar o contrato com o Consórcio Prima, que já gerencia o espaço há 37 anos, estendendo o acordo até o ano de 2050.
Investimentos e condições do novo contrato
Com a prorrogação, o contrato prevê um investimento de R$ 29 milhões em melhorias na infraestrutura do terminal. Além disso, estabelece o pagamento de aproximadamente R$ 80 milhões de outorga ao Metrô. O grupo empresarial responsável pela administração é o mesmo que participou da construção da rodoviária na década de 1980, garantindo sua atuação por pelo menos mais 24 anos.
Segundo o Metrô, embora a licitação tenha sido cancelada, diversas exigências do edital foram incorporadas ao novo contrato. Entre as melhorias previstas estão:
- Substituição das coberturas das rampas de acesso
- Reestruturação das plataformas
- Troca de itens dos banheiros
- Instalação de gerador
- Implantação de novos elevadores e escadas rolantes
- Wi-Fi gratuito em todas as áreas
- Assentos estofados na área de espera
- Substituição do piso por granito
O novo acordo também permite a exploração comercial do terminal até 2050, um prazo nove anos maior do que o previsto na licitação cancelada. Em nota, o Metrô justificou a decisão afirmando que a manutenção da concessão atual se mostrou mais vantajosa financeiramente. A concessionária, por sua vez, informou que a manutenção do terminal segue um cronograma regular, assegurando a qualidade da operação e o atendimento aos passageiros.
Problemas de conservação e relatos dos usuários
No ano passado, a TV Globo destacou diversos problemas de conservação no terminal, incluindo rachaduras no piso, infiltrações e equipamentos quebrados. Desde então, parte dos reparos foi realizada:
- A cobertura de uma rampa de acesso danificada foi consertada
- Uma janela quebrada foi arrumada
- Os sinais de infiltração diminuíram
No entanto, outros problemas persistem. Uma área de piso metálico com ferrugem e rachaduras permanece interditada, e rachaduras em estruturas continuam visíveis. O monitor de chegadas e partidas, que antes não funcionava, estava ligado nesta semana, mas sem conexão. Nos banheiros, ainda há cabines interditadas.
Passageiros também relatam dificuldades para carregar celulares, devido à falta de tomadas próximas aos assentos da sala de espera, o que obriga muitas pessoas a ficar em pé ou sentadas no chão. “Precisa ter mais bancos confortáveis, mais carregadores para celulares e mais opções de banheiro. A higiene também poderia melhorar bastante”, disse um usuário ouvido pela reportagem.
A prorrogação do contrato até 2050, com os investimentos prometidos, busca enfrentar esses desafios e melhorar a experiência dos usuários no terminal, que é um ponto crucial do transporte público na região metropolitana de São Paulo.
