Macapá tem um dos piores índices de saneamento do Brasil, aponta Instituto Trata Brasil
Macapá tem um dos piores índices de saneamento do Brasil

Macapá tem um dos piores índices de saneamento do Brasil, aponta Instituto Trata Brasil

A capital do Amapá, Macapá, aparece entre as cidades com os piores indicadores de saneamento básico do país, segundo o Ranking do Saneamento 2026, publicado pelo Instituto Trata Brasil nesta quarta-feira (17). O levantamento revela dados alarmantes sobre a infraestrutura de saneamento na região, com impactos diretos na qualidade de vida da população.

Acesso à coleta de esgoto é crítico em Macapá

De acordo com o estudo, apenas 14,94% da população de Macapá tem acesso à coleta de esgoto. Este índice é drasticamente inferior ao de outras capitais brasileiras, como Goiânia, São Paulo e Curitiba, que superam os 90% de atendimento. A discrepância evidencia as desigualdades regionais em serviços essenciais de saneamento.

Tratamento de esgoto e perdas de água são desafios adicionais

No quesito tratamento do esgoto coletado, Macapá também não está entre as sete capitais que tratam ao menos 80% do material. O estudo mostra que cidades da região Norte e Nordeste, incluindo Porto Velho (RO), São Luís (MA) e Teresina (PI), tratam menos de 20% do esgoto coletado, destacando gargalos estruturais significativos.

Outro problema grave está nas perdas de água na distribuição. Apenas quatro capitais brasileiras — Goiânia, Teresina, Campo Grande e São Paulo — conseguiram manter índices abaixo de 25%. Macapá apresenta perdas elevadas, o que significa que uma grande parte da água tratada não chega efetivamente às torneiras da população, agravando a crise hídrica e sanitária.

Macapá entre os 20 piores municípios em saneamento

O levantamento coloca Macapá entre os 20 piores municípios do país em indicadores de saneamento. A lista inclui quatro cidades do Rio de Janeiro, quatro do Pará e três de Pernambuco, além de outras localidades distribuídas por diferentes regiões do Brasil.

Entre os 20 piores colocados, sete são capitais estaduais: Maceió (AL), Manaus (AM), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO). A presença de tantas capitais na lista demonstra que os problemas de saneamento não se restringem a cidades pequenas, mas afetam diretamente grandes centros urbanos, impactando milhões de pessoas em todo o território nacional.

Necessidade urgente de investimentos em saneamento básico

O Instituto Trata Brasil enfatiza que os números reforçam a necessidade urgente de investimentos estruturais em saneamento básico na capital amapaense. É fundamental ampliar o acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, além de reduzir os desperdícios na distribuição de água, para melhorar as condições de saúde pública e ambientais na região.

Esses investimentos são cruciais não apenas para Macapá, mas para todas as cidades que enfrentam desafios similares, visando garantir um futuro mais sustentável e saudável para a população brasileira.