Manaus sofre com falta d'água após pane elétrica; concessionária multada em R$ 500 mil
Falta d'água em Manaus gera multa de R$ 500 mil à concessionária

Concessionária de água em Manaus recebe multa milionária após interrupção no abastecimento

A concessionária Águas de Manaus foi penalizada com uma multa superior a R$ 500 mil devido a uma pane elétrica que interrompeu o fornecimento de água em uma parte significativa da capital do Amazonas. O problema começou na quinta-feira (5) e persistiu, causando transtornos para milhares de moradores.

Multa aplicada por demora na comunicação do problema

A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman) aplicou a multa nesta sexta-feira (6), alegando que a empresa demorou quase 24 horas para comunicar oficialmente a interrupção. "A ausência de comunicação imediata à agência reguladora sobre qualquer ocorrência que comprometa a qualidade, a continuidade ou a segurança dos serviços configura infração contratual e regulatória", explicou o diretor-presidente da Ageman, Elson Andrade.

O valor total da penalidade foi fixado em R$ 531,5 mil, refletindo os transtornos causados à população e a violação dos protocolos estabelecidos.

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Pane elétrica exige manutenção de emergência e reduz capacidade de produção

A falha ocorreu na Estação de Tratamento de Água Ponta das Lajes (ETA-PDL), uma infraestrutura crucial para o abastecimento da cidade. A pane obrigou a realização de uma manutenção de emergência de alta complexidade, que comprometeu aproximadamente 30% da capacidade de produção de água tratada.

A previsão é que os serviços sejam totalmente restabelecidos até segunda-feira (9), mas até lá, os moradores das áreas afetadas continuarão enfrentando dificuldades.

Áreas mais impactadas e medidas emergenciais determinadas

A estação de tratamento é responsável por abastecer a Zona Leste e parte da Zona Norte de Manaus. Entre os bairros afetados estão:

  • Brasileirinho
  • Cidade Alta
  • João Paulo
  • Nova Vitória
  • Santa Inês
  • Coliseu
  • Jorge Teixeira
  • Cidade do Leste
  • Gilberto Mestrinho
  • Grande Vitória

Além da multa, a Ageman determinou que a Águas de Manaus mantenha reforçada a operação de carros-pipa para atendimento emergencial, com prioridade para unidades de saúde, hospitais e serviços essenciais. A agência também solicitou o histórico de ocorrências para avaliar possíveis falhas na adoção de medidas preventivas.

Silêncio da concessionária e impacto na população

O g1 questionou a Águas de Manaus sobre a multa e os motivos do atraso na comunicação, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A situação evidencia os desafios na gestão de serviços públicos essenciais e a importância da transparência e agilidade em crises.

Enquanto a manutenção prossegue, os moradores aguardam a normalização do abastecimento, esperando que medidas mais eficazes sejam implementadas para evitar futuras interrupções.

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