Câmara dos Deputados já custou mais de R$ 500 milhões em 2026 sem trabalhar
Câmara custa R$ 500 milhões sem trabalhar em 2026

Câmara dos Deputados já acumula custo superior a R$ 500 milhões em 2026 sem atividades produtivas

Em um cenário de recesso prolongado e ausência de trabalho efetivo, a Câmara dos Deputados já gerou uma despesa de mais de R$ 500 milhões aos cofres públicos brasileiros apenas no ano de 2026. Este valor alarmante surge em um contexto onde o Parlamento retomou suas atividades recentemente, mas com foco em medidas que beneficiam diretamente sua própria estrutura interna, em detrimento de pautas prioritárias para a população.

Pacote de bondades aprovado eleva custo anual para quase R$ 1 bilhão

Nesta semana, deputados e senadores, após um extenso período de inatividade no Congresso, voltaram a Brasília com uma agenda específica: a aprovação de um pacote de bondades destinado aos servidores do Legislativo. Este conjunto de medidas inclui a previsão de salários significativamente maiores para os burocratas da casa, que agora ultrapassam os vencimentos dos próprios parlamentares, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e até do presidente da República.

Os servidores da elite do funcionalismo público legislativo passarão a receber valores superiores a R$ 46.000 mensais, um aumento que anaboliza ainda mais a estrutura já privilegiada. Paralelamente, o Congresso – o mesmo que tem procrastinado debates cruciais, como a implementação da escala 6 por 1 – aprovou a criação de uma folga adicional a cada três dias trabalhados.

Benefícios extensivos e isenções fiscais ampliam impacto financeiro

Esta nova folga pode ser acumulada pelos servidores, convertida em dinheiro como verba indenizatória e, ainda mais controverso, ficará isenta da cobrança do Imposto de Renda. A combinação desses benefícios representa um impacto financeiro substancial, elevando o custo anual do pacote para aproximadamente R$ 1 bilhão.

O processo de articulação dessas medidas ocorreu majoritariamente durante o recesso parlamentar e em um clima de silêncio por parte dos políticos, sem amplo debate público ou transparência. Essa abordagem levanta questões sobre a priorização de interesses internos em um momento onde o país enfrenta desafios econômicos e sociais urgentes.

  • Custo inicial: Mais de R$ 500 milhões gastos pela Câmara em 2026 sem trabalho efetivo.
  • Salários elevados: Servidores do Legislativo passarão a receber acima de R$ 46.000, superando vencimentos de autoridades máximas.
  • Folga acumulável: Nova regra permite folga a cada três dias, com possibilidade de conversão em verba indenizatória isenta de IR.
  • Impacto anual: O pacote aprovado terá um custo de quase R$ 1 bilhão por ano aos cofres públicos.

Esta situação evidencia uma desconexão entre as ações do Legislativo e as necessidades da população, reforçando críticas sobre a gestão de recursos públicos e a eficiência do trabalho parlamentar no Brasil.