Cedae inicia pagamento de indenizações após estouro de tubulação no Guandu
Cedae paga indenizações por estouro de tubulação no Guandu

Cedae inicia ressarcimentos após rompimento de tubulação no Guandu

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) informou que começa nesta segunda-feira, 9 de setembro, a pagar indenizações a proprietários de bens atingidos pelo rompimento de uma tubulação de grande porte na Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, localizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O incidente, registrado na quinta-feira, 5 de setembro, provocou danos significativos a residências, estabelecimentos comerciais e veículos, além de impactar severamente o abastecimento de água em diversos municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Processo de indenização e apoio às famílias

De acordo com a Cedae, uma seguradora contratada pela companhia já realizou vistorias nos automóveis danificados pelo vazamento. A partir desta segunda-feira, os ressarcimentos começam a ser efetuados diretamente aos proprietários dos veículos afetados. Para os imóveis e outros bens pessoais, a Cedae realizou um cadastramento detalhado dos moradores e um levantamento minucioso dos prejuízos causados pelo estouro da tubulação.

A companhia está preparando um orçamento específico para definir os valores das indenizações a serem pagas. Todo o processo é acompanhado de perto pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, garantindo transparência e justiça na reparação dos danos. Após a validação dos valores pelos moradores e pela Defensoria, os pagamentos serão realizados em um prazo máximo de 48 horas.

Segundo dados divulgados pela Cedae, foram identificados 18 imóveis residenciais atingidos, sendo que 10 deles estavam desabitados no momento do incidente, além de 11 imóveis comerciais. Para as famílias que precisaram deixar suas casas devido aos estragos, a companhia providenciou hospedagem em pousadas da região, com todas as despesas custeadas integralmente.

Atuação da Defensoria Pública e normalização do abastecimento

Em nota oficial, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou que está avaliando a extensão total dos danos provocados pelo rompimento da tubulação para definir novas medidas de apoio à população impactada. A instituição aguarda informações da Cedae sobre as regiões que ainda enfrentam interrupção no abastecimento de água.

“A Defensoria está atuando de forma contínua e próxima às famílias atingidas, oferecendo apoio jurídico e acompanhando cada situação para que os direitos dos assistidos sejam preservados em um momento de extrema vulnerabilidade”, afirmou a defensora pública Susana Cadore.

Quanto ao abastecimento de água, a Cedae comunicou que a ETA Guandu voltou a operar com 100% da capacidade às 16h35 de domingo, 8 de setembro. Durante os reparos emergenciais, o sistema funcionou com apenas 55% da capacidade. O conserto foi concluído às 7h25 do mesmo dia, e a retomada da produção foi realizada de forma gradual, a pedido das concessionárias, para garantir a segurança no recolocamento dos sistemas.

As redistribuidoras Águas do Rio, Rio+Saneamento e Iguá informaram que a rede de abastecimento deve ser completamente normalizada até quarta-feira, 11 de setembro. A Cedae orienta que os moradores façam uso consciente de água e evitem atividades de grande consumo até que o abastecimento seja totalmente restabelecido.

Cronologia dos estouros na tubulação

O incidente no Guandu faz parte de uma sequência de problemas na adutora, que tem causado transtornos repetidos na região:

  1. Manhã de quinta-feira (5/9): Rompimento dentro da ETA Guandu, em Nova Iguaçu, resultando na destruição de casas vizinhas.
  2. Noite de quinta-feira (5/9): Estouro em Xerém, em Duque de Caxias, na mesma adutora que já havia explodido na semana anterior.
  3. Noite de sexta-feira (6/9): Após a Cedae afirmar ter resolvido o rompimento do dia anterior, o complexo volta a registrar vazamento.
  4. Manhã de sábado (7/9): A Cedae declara não saber quando vai concluir o reparo definitivo.
  5. Manhã de domingo (8/9): A Cedae informa ter finalizado o conserto da tubulação.

Os estragos causados pela força da água foram extensos, incluindo a destruição de telhados e a inundação de veículos, como registrado em imagens que mostram uma verdadeira montanha de água engolindo carros na Estrada Rio-São Paulo. A situação destacou a vulnerabilidade da infraestrutura hídrica e a necessidade de medidas preventivas para evitar futuros incidentes.