Aeroporto de Coari tem operações suspensas por 60 dias para obras de ampliação
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou a suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Danilson Aires, localizado em Coari, no interior do Amazonas. A medida entrou em vigor no dia 31 de janeiro e tem previsão de duração de 60 dias, conforme comunicado oficial da agência reguladora.
Motivo da interdição e impactos nas operações
Segundo a Anac, a interdição ocorre em razão das obras de ampliação da infraestrutura aeroportuária no município. Os serviços incluem intervenções diretas na pista de pouso, o que torna inviável, durante este período, a operação segura de aeronaves convencionais no local. Essa suspensão visa garantir a segurança dos voos e permitir a execução adequada das melhorias, que são parte de um projeto maior para modernizar o aeroporto.
Há a expectativa de que um novo aeroporto seja inaugurado em Coari até o fim de 2026, o que deve trazer benefícios significativos para a região, incluindo maior capacidade e melhorias na logística de transporte.
Alternativas de transporte durante a interdição
Com o aeroporto interditado, o transporte de passageiros entre Coari e outros municípios da região passa a ser feito, principalmente, por lanchas e embarcações fluviais. Esses meios já operam regularmente na área e devem ter a demanda intensificada durante o período de suspensão das atividades aéreas. Essa adaptação reflete a importância do transporte fluvial na Amazônia, onde rios são vias cruciais para a mobilidade.
Atendimentos de saúde e remoções de emergência
Na área da saúde, a Prefeitura de Coari informou que os atendimentos de emergência estão mantidos, com planos de contingência para casos graves. De acordo com o Hospital Regional Doutor Odair Carlos Geraldo, somente em situações extremas haverá necessidade de remoção aérea de pacientes.
Nessas circunstâncias, o transporte será realizado por meio de aeronaves anfíbias, que são aviões equipados com trens de pouso retráteis e flutuadores. Essas aeronaves permitem decolar e pousar tanto em terra firme quanto na água, oferecendo uma solução segura e eficiente para o atendimento de pacientes em estado grave, mesmo durante a interdição do aeroporto convencional.
Essa medida demonstra o esforço das autoridades locais em minimizar os impactos da suspensão, garantindo que serviços essenciais, como a saúde, continuem funcionando sem grandes interrupções.