Jalapão ganha rota asfaltada e viagem de Palmas cai para menos de 3 horas
A viagem de Palmas até o Jalapão, um dos destinos turísticos mais cobiçados do Brasil, conta agora com uma alternativa mais acessível e rápida. Para chegar a São Félix do Tocantins, considerada a porta de entrada do Jalapão, eram necessárias até cinco horas de percurso. No entanto, com parte do trajeto recentemente asfaltado, esse tempo diminuiu significativamente.
Rotas principais para o Jalapão
Com aproximadamente 50 km de asfalto, o turista consegue chegar em menos de três horas seguindo pela TO-247, que liga Lagoa do Tocantins a São Félix. A viagem aos destinos turísticos, que já foram cenários de produções de TV e cinema, conta com dois caminhos principais saindo da capital tocantinense.
Rota Norte: Atualmente, o trecho entre Lagoa do Tocantins e São Félix possui pavimentação parcial, com cerca de 70% das obras concluídas. É considerada a rota mais ágil no momento, utilizando as estradas TO-020 e TO-247. Ideal para quem deseja chegar rapidamente aos fervedouros de São Félix, como o famoso Bela Vista.
Rota Sul: Passa pela BR-010 e pela TO-050, sendo composta integralmente por estradas de terra, cujas condições variam conforme o período do ano. Em épocas de chuva, é comum a ocorrência de atoleiros, enquanto no período seco há grande volume de areia solta, o que pode dificultar o deslocamento. Este caminho é estratégico para quem não quer perder o Cânion Sussuapara e o pôr do sol na Pedra Furada.
Orientações de um guia experiente
Felipe Rocha, guia turístico que atua há anos no parque, esclarece uma dúvida comum entre os visitantes: "Dá para ir de carro simples?". Segundo ele, "o asfalto facilita, mas a região ainda exige experiência em condução e um veículo adequado para evitar embaraços, pois ainda tem uma parte não pavimentada".
O guia alerta que, para visitar as Dunas do Jalapão ou o Rio Novo, o carro 4x4 continua sendo obrigatório. "Alguns fervedouros em São Félix podem, sim, ser visitados sem um carro com tração. No entanto, há um desgaste maior, pois as estradas de acesso aos atrativos não são boas. Já para ir às Dunas e ao Rio Novo, por exemplo, o uso de um veículo 4x4 é obrigatório", reforça Felipe.
Atrativos mais procurados no Jalapão
- Lagoa do Japonês
- Fervedouros (diversos)
- Dunas do Jalapão
- Cachoeira da Velha
- Cachoeira da Formiga
- Pedra Furada
- Prainha do Rio Novo
Os roteiros geralmente incluem experiências como visitas a fervedouros (Buritis, Macaúbas, Bela Vista e Alecrim), pôr do sol nas dunas, visita à Serra da Catedral e contato com o artesanato local. O melhor período para visitação compreende os meses de maio a agosto, mas o período chuvoso não inviabiliza a visita, apenas exige maior atenção às condições das estradas.
Custos estimados para a viagem
Para uma experiência mínima, o guia recomenda pelo menos três dias de roteiro. Ir e voltar no mesmo dia é considerado inviável devido às distâncias. Os custos estimados para uma viagem individual são:
- Combustível: Considere o valor do diesel (para 4x4) ou gasolina. Observação: O consumo aumenta em estradas de areia.
- Entradas e taxas de voucher: Entre R$ 25 e R$ 50 por pessoa.
- Alimentação: Entre R$ 50 e R$ 80 a refeição completa por pessoa. Observação: É preciso agendar as refeições com antecedência.
- Hospedagem: Entre R$ 150 a R$ 350 (apartamento simples) / de R$ 400 a R$ 650 (apartamento duplo).
- Guia ou condutor ambiental: média de R$ 200 (diária).
As cidades-base são Ponte Alta (portal de entrada), Mateiros (próximo às Dunas e Fervedouro do Ceiça) e São Félix (onde há fervedouros como o Alecrim e Bela Vista).
Checklist de segurança essencial
Para quem vai por conta própria, o guia Felipe Rocha lista itens que não podem faltar no porta-malas:
- Estepe revisado e cheio.
- Ferramentas básicas (macaco, chave de roda).
- Kit de sobrevivência: Muita água e lanches.
- Respeito ao meio ambiente: "Traga seu lixo de volta ou descarte na cidade".
Não confie cegamente no GPS, pois ele pode falhar na região. O guia conta que não há grandes histórias negativas, mas o "perrengue" mais comum é o turista ficar parado por horas esperando alguém passar para ajudar em caso de pane. "Pode acontecer de um carro quebrar e você precisar de sinal de internet, que só está disponível em restaurantes, pousadas ou na cidade. Se o turista ficar parado no meio da estrada, pode ter que esperar a passagem de um socorro, que pode variar de minutos a horas", explica.
Importância do turismo responsável
A Secretaria do Turismo (Setur) informa que, para contratar ajuda turística, o destino conta com diversas agências e operadoras credenciadas, especialmente nos municípios de São Félix do Tocantins e Mateiros. A contratação de serviços locais é fundamental, não apenas pela segurança, mas também pela contribuição ao desenvolvimento econômico das comunidades e à sustentabilidade do destino.
A Setur também reforça que os visitantes devem adotar práticas responsáveis, respeitando as normas ambientais e as orientações dos guias locais, uma vez que o Jalapão possui ecossistemas sensíveis. Além disso, destacou a importância de valorizar as comunidades locais, priorizando serviços, hospedagens e produtos da região, fortalecendo o turismo de base local.



