Herdeiro da Cartier é condenado a 8 anos por lavagem com criptomoedas
Herdeiro da Cartier condenado a 8 anos por criptomoedas

Maximilien de Hoop Cartier, de 58 anos, herdeiro de uma das joalherias mais tradicionais do mundo, foi condenado a oito anos de prisão nos Estados Unidos por envolvimento em um esquema internacional de lavagem de dinheiro com criptomoedas. A investigação, conduzida pelo FBI, revelou que ele operava uma corretora de criptomoedas sem licença, movimentando mais de 470 milhões de dólares (cerca de 2,3 bilhões de reais) provenientes do tráfico de drogas.

O esquema "Célula Cartier"

De acordo com as autoridades, o esquema, apelidado de "Célula Cartier", existia desde pelo menos 2018. Funcionava por meio de empresas de fachada registradas nos Estados Unidos, que simulavam serviços de tecnologia para dar aparência legal às transações. Os valores eram convertidos de criptomoedas em dinheiro tradicional e enviados principalmente para a Colômbia. Para evitar suspeitas, Cartier utilizava contratos falsos e fragmentava as operações financeiras.

Investigação e apreensão

O caso ganhou força após uma operação secreta em 2021, quando agentes apreenderam cerca de 940 mil dólares ligados ao esquema. Mesmo assim, o herdeiro tentou recuperar parte do valor apresentando documentos falsificados às autoridades. Além da pena de prisão, a Justiça determinou o confisco de aproximadamente 2,36 milhões de dólares e de contas bancárias associadas às empresas usadas na fraude.

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Vida paralela como cantor

Descendente direto de uma dinastia símbolo do luxo global, Cartier levava uma vida paralela como cantor, sob o nome artístico Max Cartier. Nas redes sociais, costumava divulgar seus trabalhos musicais. A condenação marca um capítulo inusitado na história da família, conhecida por seu império de joias e relógios de alto padrão.

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