Chef de Rio Preto cria bolinho '19 de março' com linguiça cuiabana para aniversário da cidade
Chef cria bolinho com linguiça cuiabana para aniversário de Rio Preto

Chef homenageia aniversário de Rio Preto com criação gastronômica inspirada na linguiça cuiabana

Em uma celebração criativa e afetiva para marcar os 174 anos de São José do Rio Preto, comemorados nesta quinta-feira (19), o chef de cozinha Alexandre Vilella transformou uma das identidades gastronômicas mais marcantes da região em uma receita especial. O resultado foi o bolinho "19 de março", inspirado na tradicional linguiça cuiabana e nos encontros característicos dos botecos locais.

Desafio gastronômico que representa o "jeitinho" rio-pretense

Desafiado pela TV TEM a criar um prato que capturasse a essência das reuniões sociais e do happy hour típico da cidade, o chef passou por diversas possibilidades antes de chegar ao conceito final. A base da criação foi a linguiça cuiabana, item popular no noroeste paulista que serviu como ponto de partida para esta inovação culinária.

"Pensei na cuiabana, que é muito consumida aqui e tem a cara de Rio Preto. Eu pesquisei e vi que nunca ninguém tinha feito um bolinho assim. A partir disso, adaptei uma receita que já tinha desenvolvido e criei", explica Alexandre Vilella ao g1.

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História e ingredientes que contam a tradição regional

A linguiça cuiabana foi originalmente criada em 1950 por um fazendeiro em Paulo de Faria, município localizado aproximadamente 102 quilômetros de Rio Preto. Considerada por muitos como item indispensável em churrascos, seja pura, acompanhada de pão de alho ou como componente de outros pratos, ela sempre conquistou paladares.

Para o bolinho comemorativo, o chef selecionou ingredientes que remetem tanto à receita original quanto ao cotidiano dos moradores:

  • Carne bovina
  • Queijo fresco
  • Leite
  • Cheiro-verde
  • Pimenta

A receita carrega forte influência da culinária caipira e da comida de roça, elementos que, segundo o chef, fazem parte da essência gastronômica da região. Batizado com a data de fundação da cidade, o bolinho foi concebido como uma homenagem criativa que une o conceito de comida de boteco com técnicas refinadas da gastronomia.

Técnica que resulta em textura única

O processo de preparo garante um bolinho cremoso internamente, com sabor marcante e crocância externa. "Todos os ingredientes fazem parte da nossa identidade. Gosto muito dessa culinária caipira, da roça, do interior e do resgate dessas culturas. Esse bolinho vai ser um estouro, sem contar que ele ficou maravilhoso", celebra o chef.

O modo de preparo envolve etapas cuidadosas:

  1. Temperar e marinar: A carne é misturada com gordura e temperada com sal, cheiro-verde, pimenta bode, alho e pimenta-do-reino, recebendo leite e descansando na geladeira por um dia para absorção completa dos sabores.
  2. Preparar a base cremosa: No dia seguinte, a mistura é refogada e combinada com um roux (base de manteiga e farinha de trigo), engrossada gradualmente com farinha de rosca até atingir ponto ideal para modelagem.
  3. Modelagem e congelamento: Após esfriar e firmar na geladeira, a massa recebe cubos de queijo minas fresco no centro, sendo modelada em formato de bolinho e congelada.
  4. Empanar e fritar: Os bolinhos congelados passam por duplo empanamento (farinha de trigo, ovo com leite e farinha de rosca) antes da fritura em óleo entre 170°C e 180°C, resultando em casca crocante e interior cremoso.

Celebração que une tradição e inovação

Esta criação gastronômica surge como parte das comemorações do aniversário de Rio Preto, demonstrando como a culinária pode ser veículo de expressão cultural e afetiva. O bolinho "19 de março" não apenas homenageia a história da cidade, mas também resgata sabores regionais através de uma abordagem contemporânea, prometendo conquistar tanto moradores quanto visitantes com seu sabor autêntico e textura diferenciada.

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