Roger Waters teme por sua vida nos EUA e chama Trump de 'demente' e 'maligno'
Roger Waters teme morte por críticas a Trump nos EUA

Roger Waters expressa medo real de represálias de Trump nos Estados Unidos

Em uma declaração contundente e carregada de preocupação, Roger Waters, lendário fundador da banda Pink Floyd, revelou temer seriamente por sua segurança nos Estados Unidos. O motivo? Suas críticas incisivas e frequentes ao ex-presidente Donald Trump, a quem o músico descreve sem rodeios como "demente" e "maligno".

Um cenário de medo e incerteza política

Durante uma entrevista concedida ao jornalista Piers Morgan, Waters não poupou palavras ao expor seus receios. Ele afirmou que a imprevisibilidade do cenário político americano, sob a influência de Trump, o leva a considerar a possibilidade de deixar o país. "É bem possível que Donald e sua camarilha tomem essa decisão por mim", declarou o artista, sugerindo que suas opiniões poderiam torná-lo um alvo.

O músico foi além, ao especular sobre um cenário sombrio: "Ele poderia mandar homens mascarados atirarem na minha cabeça através da janela do meu carro, como faz com quem discorda dele". Essa afirmação faz referência a um incidente específico, o assassinato de Renee Nicole Good por um agente de imigração em Minneapolis, ocorrido em 7 de janeiro, que Waters usa para ilustrar o que considera um ambiente perigoso.

Críticas diretas e uma visão sobre os aliados de Trump

Waters não se limitou a expressar medo; ele também teceu duras críticas ao caráter e às motivações de Donald Trump. "Ele é obviamente muito mau, mas agora além de ser muito mau, ele também é demente. Ele sempre foi um verdadeiro canalha", disparou o fundador do Pink Floyd. O músico argumentou que o ex-presidente não acredita genuinamente em ideologias como o "Make America Great Again", mas sim em beneficiar a si mesmo e a seu círculo próximo.

"Ele só acredita em encher os próprios bolsos e os bolsos de Jared Kushner, e talvez de alguns de seus outros filhos, e de seus amigos Elon Musk e Mark Zuckerberg e todos os outros oligarcas", completou Waters, pintando um quadro de interesses financeiros em detrimento de valores democráticos.

A busca por alternativas e um futuro incerto

Questionado por Piers Morgan sobre o motivo de ainda residir em um país que considera governado por uma figura tão problemática, Waters revelou que já ponderou mudar-se. "Eu pensei em alternativas, eu prometo. Portugal é uma possibilidade. Eu gosto de algumas ilhas no Caribe e dos governos de lá", compartilhou o músico, indicando que sua permanência nos Estados Unidos pode não ser permanente.

A entrevista, que pode ser assistida a partir dos 28 minutos e 30 segundos, deixa claro o estado de alerta em que Waters se encontra. "Vivemos num mundo realmente perigoso e totalmente ferrado", concluiu o artista, resumindo sua visão pessimista sobre o atual momento político global, especialmente nos Estados Unidos, onde suas opiniões o colocam em uma posição de vulnerabilidade.