Enquanto os camarotes do BBB 26 se preparam para a final do dia 21 de abril, com um prêmio milionário de R$ 5,44 milhões, as trajetórias de algumas figuras públicas são revisitadas. O ator Henri Castelli e o ex-jogador e comentarista Edilson Capetinha, por exemplo, acumulam episódios controversos que geraram ampla repercussão nas redes sociais ao longo dos anos.
As controvérsias de Henri Castelli
Em 2017, o ator foi alvo de críticas após um relato de um fã nas redes sociais. Sérgio Luiz Felix afirmou que, ao pedir uma foto, Castelli teria sugerido que ele tentasse "fazer pose de homem". O caso ganhou destaque na época, e o ator se manifestou, declarando-se defensor do amor livre e lamentando a interpretação do fã. "Sempre fui a favor da comunidade gay, sempre apoiei as causas e tenho maior amor e orgulho dos meus amigos gays", disse ele na ocasião.
Mais recentemente, em 2024, Castelli voltou aos holofotes por um motivo negativo. Em uma foto publicada ao lado de um amigo branco em um cassino, ele usou a expressão em inglês "Me and my nigga", cuja tradução para o português é "Eu e meu negro". A palavra é amplamente reconhecida como extremamente ofensiva e carregada de um histórico racista.
A sequência de declarações de Edilson Capetinha
Já a trajetória de Edilson Capetinha é marcada por uma série de falas problemáticas. Em 2018, quando atuava como comentarista da Fox Sports, ele associou a cor da pele do goleiro Jailson a supostas falhas durante uma partida. Ao narrar uma história supostamente vivida pelo ex-jogador Zinho, Capetinha reproduziu no ar: "Esse goleiro é negão, daqui a pouco ele erra", e em seguida, "Tá vendo o que eu falei? É goleiro negão. Goleiro negão sempre toma um gol".
Diante da repercussão negativa, ele minimizou o comentário, classificando-o como uma "brincadeira comum no meio do futebol". Em entrevista ao GE, defendeu-se: "Minha família é negra. Meus melhores amigos são negros. Como vou ser racista? É coisa de resenha".
Novas polêmicas e a falta de retratação
No ano seguinte, 2019, Capetinha direcionou comentários machistas à presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Ao ver um vídeo dela batendo um pênalti, disparou no programa Os Donos da Bola: "Isso é ridículo! Será que não tem ninguém aí no Palmeiras para chegar e falar para essa mulher não fazer isso? Ela quer ser famosa de qualquer jeito. Vai lavar um prato, vai lavar roupa". O apresentador Neto tentou amenizar a situação.
Em 2020, o ex-jogador foi transfóbico durante uma live, ao se referir a uma mulher trans com o termo pejorativo "traveco". Ele afirmou: "Quando eu olhei, eu sabia quem era, né? Não era a Carla, mas o Carlão. Fiquei vendo ele mexendo com a mulher. E era um traveco". Diferente dos casos anteriores, Edilson Capetinha não se desculpou publicamente por essa declaração.
Esses episódios, que envolvem alegações de homofobia, racismo, machismo e transfobia, mostram como declarações públicas de celebridades podem causar grande impacto e serem relembradas anos depois, especialmente em um momento de alta visibilidade como a proximidade de um reality show de grande audiência como o Big Brother Brasil.