Ex-BBB anuncia transformação física e nova carreira após liberdade provisória
O influenciador e humorista Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, de 31 anos, revelou nesta segunda-feira (23) uma mudança radical em sua vida após deixar o sistema prisional. Após cumprir 130 dias de prisão preventiva na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan), o ex-participante do Big Brother Brasil agora se dedica integralmente ao fisiculturismo, com planos de competir no Campeonato Gaúcho Master da modalidade em junho.
Transformação física e mental
Segundo Nego Di, a nova fase resultou na perda impressionante de 30 quilos e vem acompanhada de uma reestruturação completa de sua rotina. O humorista retomou os estudos na faculdade de Educação Física e concluiu um curso técnico em Nutrição, buscando embasamento científico para sua nova jornada.
"Não foi só sobre emagrecer. Foi sobre mudar minha cabeça, minha disciplina", afirmou o influenciador em entrevista. "Eu me encontrei na rotina de treino. O fisiculturismo exige constância, comprometimento e equilíbrio mental. Se for para subir no palco, vai ser para entregar o meu melhor".
Processos judiciais em andamento
A transformação pessoal ocorre em meio a uma série contínua de processos judiciais que acompanham a trajetória do influenciador. A ação mais recente, ajuizada no final de 2025, envolve 64 vítimas que compraram produtos pela loja virtual Tá Di Zueira e nunca receberam as mercadorias adquiridas.
Este caso se soma a uma extensa lista de acusações que Nego Di enfrenta desde 2022, incluindo:
- Estelionato em operações comerciais
- Lavagem de dinheiro
- Uso de documento falso
- Promoção de loteria ilegal
Histórico de fraudes milionárias
Entre março e julho de 2022, Nego Di e seu sócio, Anderson Boneti, teriam lesado mais de 370 pessoas através da loja virtual Tá Di Zueira, causando prejuízos estimados em R$ 5 milhões, conforme investigações da Polícia Civil e do Ministério Público.
O inquérito policial foi concluído em agosto de 2023 com pedido de prisão preventiva, que foi decretada pela Justiça em julho de 2024. Nego Di foi preso em Florianópolis (SC) e transferido para a Penitenciária de Canoas, onde permaneceu por mais de quatro meses até obter liberdade provisória através de habeas corpus concedido pelo STJ em novembro de 2024.
Condenações e medidas cautelares
Após a soltura, o influenciador passou a cumprir medidas cautelares rigorosas, incluindo:
- Proibição de uso de redes sociais
- Entrega do passaporte
- Comparecimento periódico em juízo
Em junho de 2025, Nego Di e Anderson Boneti foram condenados em primeira instância a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por estelionato no caso da Tadizuera. A prisão, no entanto, só será efetivada após o trânsito em julgado da decisão.
Novas ações penais e apreensões
Em outubro de 2025, a 29ª Promotoria de Justiça Criminal de Porto Alegre tornou o humorista e seu sócio réus em mais uma ação penal por estelionato. Anderson Boneti encontra-se preso por outro processo envolvendo a mesma loja virtual.
Além disso, em fevereiro de 2025, Nego Di virou réu por fraude em uma rifa virtual de um Porsche avaliado em mais de R$ 500 mil. Como parte dessa ação, dois veículos de luxo - uma RAM Classic Laramie e uma Range Rover Velar - foram apreendidos em agosto deste ano e estão avaliados em R$ 508.851,90, com a Justiça determinando seu leilão.
Controvérsias com fake news
O histórico judicial do influenciador inclui também determinações do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Em maio de 2024, Nego Di foi obrigado a apagar publicações com fake news sobre as enchentes em Canoas e Porto Alegre, sob pena de multa de R$ 100 mil em caso de reincidência.
A esposa do influenciador, Gabriela Vicente de Sousa, também foi denunciada e virou ré por lavagem de dinheiro dentro do esquema fraudulento, demonstrando a extensão das investigações que envolvem o círculo próximo do humorista.
Enquanto se prepara para sua estreia no fisiculturismo competitivo, Nego Di enfrenta um futuro incerto marcado por transformações pessoais profundas e batalhas jurídicas complexas que continuam a se desenrolar nos tribunais gaúchos.