Críticas de líderes católicos a Donald Trump se intensificaram após os recentes ataques do presidente dos Estados Unidos ao papa Leão XIV e a divulgação de uma imagem criada por inteligência artificial que gerou forte reação negativa.
Papa defende missão de paz
O papa Leão XIV afirmou nesta terça-feira (5) que sua missão é difundir a mensagem cristã de paz, mas que as pessoas têm liberdade para criticá-lo. A declaração ocorre em meio à escalada de tensões com Trump. "A missão da Igreja é pregar o Evangelho, pregar a paz", disse o primeiro papa americano. "Se alguém quiser me criticar por pregar o Evangelho... espero simplesmente ser ouvido por causa do valor da palavra de Deus."
Encontro com Rubio no Vaticano
A fala do papa coincide com as expectativas para o encontro entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o pontífice, marcado para quinta-feira (7). A visita de Rubio ao Vaticano está prevista entre quarta e sexta-feira. O encontro ocorre em meio a uma escalada de tensões entre Trump e Leão XIV, que demonstram diferenças ideológicas desde a eleição do papa, há cerca de um ano.
Troca de farpas
Nas últimas semanas, os dois trocaram críticas diretas. Trump chamou o papa de "fraco" e alegou, sem provas, que ele "acha tudo bem que o Irã tenha uma arma nuclear". Em resposta, Leão XIV disse que não tem medo de Trump. Dias depois, Trump voltou a atacar, afirmando que o pontífice estaria desinformado sobre execuções de manifestantes pelo regime iraniano. A polêmica se intensificou quando Trump postou uma montagem de IA que o retratava como Jesus Cristo.
Papa minimiza polêmica
O papa acabou colocando panos quentes na situação, afirmando que não é de seu interesse debater com Trump. A rixa explícita entre o governo Trump e o primeiro papa norte-americano da História marcou um endurecimento da postura de Leão XIV desde que se tornou pontífice. O embate gerou reações negativas nos EUA, com possível prejuízo político para o republicano.
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