Iraque e República Democrática do Congo conquistam últimas vagas para Copa do Mundo de 48 seleções
Iraque e RD Congo são últimos classificados para Copa de 48 times

Histórica classificação marca nova era do futebol mundial

O cenário do futebol internacional ganhou novos contornos com a confirmação das duas últimas seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026. Pela primeira vez na história, o torneio mundial contará com 48 equipes participantes, e as vagas finais foram conquistadas por nações que aguardavam há décadas por esse momento: Iraque e República Democrática do Congo.

Fim de um longo jejum congolês

A República Democrática do Congo encerrou uma espera de impressionantes 52 anos para retornar à maior competição do futebol mundial. A última participação do país havia ocorrido em 1974, quando ainda era conhecido como Zaire. Desde então, múltiplas tentativas frustradas marcaram o caminho dos congoleses até a classificação histórica.

O processo classificatório para a edição de 2026 foi particularmente desgastante, com 13 jogos disputados ao longo de 867 dias. O duelo decisivo aconteceu nesta terça-feira (31) contra a Jamaica, realizado em território mexicano. Após um tempo normal com dois gols anulados, a prorrogação testemunhou o momento decisivo: o zagueiro Tuanzebe marcou o gol que garantiu a classificação.

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"Era o que eu sonhava quando garoto. Aconteceu comigo e estou muito feliz", declarou Tuanzebe, emocionado com a conquista histórica. Os congoleses agora integram o Grupo K, onde enfrentarão Portugal, Uzbequistão e Colômbia na fase inicial da competição.

Retorno iraquiano após quatro décadas

Do outro lado do mundo, o Iraque também celebrou o fim de um extenso período de ausência das Copas do Mundo. A última participação iraquiana ocorreu em 1986, também no México, criando uma coincidencia poética: foi justamente em solo mexicano, na cidade de Monterrey, que a equipe garantiu seu retorno após vencer a Bolívia por 2 a 1.

Os gols decisivos foram marcados por Aymen Hussein Al Hamadi, enquanto o técnico Graham Arnold expressou a magnitude do feito: "Estou muito satisfeito porque fizemos 46 milhões de iraquianos felizes". A celebração nas ruas refletiu o alívio de uma nação que enfrentou nove eliminatórias consecutivas sem conseguir a tão almejada vaga.

No torneio principal, o Iraque ocupará uma posição no Grupo I, compartilhando a chave com França, Senegal e Noruega.

Novo formato amplia representatividade global

A expansão para 48 seleções representa uma mudança significativa no panorama do futebol mundial. Particularmente notável é o crescimento da representação africana, que dobrou o número de países em relação à edição anterior do torneio.

Um aspecto marcante desta classificação é que 14 equipes retornam ao Mundial após um jejum de pelo menos 12 anos, transformando as celebrações em momentos que rivalizam com conquistas de títulos. Muitas nações poderão finalmente arquivar as fotografias antigas de suas últimas participações e começar a criar novas memórias a partir de junho de 2026.

O mapa do futebol mundial se redesenha com esta expansão histórica, oferecendo oportunidades para nações que há muito aguardavam seu momento no palco global. A diversificação geográfica promete trazer novas narrativas, rivalidades e histórias para enriquecer o espetáculo que é a Copa do Mundo.

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