Sambista Adriana Araújo morre aos 49 anos em Belo Horizonte após aneurisma cerebral
A cena musical brasileira está de luto com a morte da sambista Adriana Araújo, aos 49 anos, ocorrida nesta segunda-feira (2) em Belo Horizonte. A informação foi confirmada através das redes sociais da artista, que estava internada no Hospital Odilon Behrens desde o último sábado (28).
Quadro clínico grave e irreversível
A artista passou mal e desmaiou em sua residência, recebendo posteriormente o diagnóstico de aneurisma cerebral. De acordo com a equipe médica responsável pelo tratamento, o quadro de saúde de Adriana era considerado gravíssimo e irreversível, levando ao óbito após dias de internação.
Uma nota de falecimento publicada nas redes sociais às 15h32 desta segunda-feira homenageou a cantora: "Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor. O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta todos que um dia receberam seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço".
Trajetória musical destacada no samba mineiro
Nascida em 1976 na comunidade Pedreira Prado Lopes, na Lagoinha – região reconhecida como um dos berços do samba em Belo Horizonte – Adriana Araújo demonstrou interesse pela música desde a infância. Sua trajetória profissional começou em 2008, quando foi convidada para interpretar a música "Nasci para Cantar e Sonhar", de Dona Ivone Lara, durante um show na capital mineira.
Em 2011, passou a integrar o grupo Simplicidade Samba, onde suas apresentações nas tradicionais rodas de samba dominicais no bairro São Paulo, na Região Nordeste de Belo Horizonte, ganharam notoriedade e ajudaram a consolidar seu nome na cena sambista local.
Já em carreira solo, a artista dividiu palcos com importantes nomes do samba nacional, incluindo Diogo Nogueira e Jorge Aragão. Em 2021, lançou o álbum "Minha Verdade", trabalho que marcou uma fase mais autoral em sua produção musical.
Legado artístico e pessoal
No ano passado, Adriana participou do programa "Samba Delas", produção da Globo que destacava a força feminina na construção e fortalecimento do samba em Belo Horizonte. A sambista deixa um legado significativo de valorização do samba mineiro e de protagonismo feminino dentro do gênero musical.
Além de sua carreira artística, Adriana era casada com Evaldo Araújo e mãe de Daniel dos Santos Araújo, de 13 anos. A artista era reconhecida não apenas por seu talento musical, mas também por sua personalidade acolhedora e generosa, características que marcaram profundamente todos que tiveram a oportunidade de conviver com ela.
A morte de Adriana Araújo representa uma perda significativa para a cultura musical brasileira, especialmente para o samba mineiro que tanto ajudou a promover e valorizar ao longo de sua carreira.



