Virginia Fonseca enfrenta problemas com fantasia na estreia como rainha de bateria da Grande Rio
Virginia Fonseca tem problemas com fantasia na estreia como rainha

Virginia Fonseca enfrenta contratempos na estreia como rainha de bateria da Grande Rio

A influenciadora digital Virginia Fonseca viveu momentos de tensão durante sua estreia como rainha de bateria da Grande Rio na madrugada desta quarta-feira (18). A apresentação da escola de samba de Duque de Caxias foi marcada por problemas técnicos com a fantasia da celebridade, levantando questionamentos sobre possíveis perdas de pontos na apuração final.

Problemas com o volumoso costeiro e o tapa-sexo

O costeiro de 12 kg que Virginia Fonseca utilizava durante o desfile precisou ser retirado em vários momentos devido a dores intensas. Além disso, o tapa-sexo da rainha de bateria chegou a descolar parcialmente ao longo da passagem pela Avenida Marquês de Sapucaí.

Esse incidente gerou preocupação imediata, uma vez que o regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) estabelece penalizações rigorosas para situações que envolvam a exposição de genitálias durante as apresentações. Conforme as normas, qualquer escola que passar com integrantes nus pode perder 0,5 ponto na avaliação final.

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No caso específico de Virginia Fonseca, embora o tapa-sexo tenha se descolado, ele não chegou a cair completamente. Pelo menos um dos jurados presentes no desfile testemunhou a rainha de bateria sem o costeiro durante parte da apresentação.

A interpretação do regulamento e a avaliação dos jurados

A situação se torna mais complexa devido à imprecisão do regulamento da Liesa quanto às vestimentas específicas da rainha de bateria. Curiosamente, o termo "rainha de bateria" não aparece nem no Manual do Julgador, nem no Regulamento oficial da liga.

As normas tratam dos componentes de forma geral, dentro dos nove quesitos avaliados pelos jurados. No quesito Fantasias, os avaliadores analisam critérios como beleza, criatividade, diversidade e acabamento dos trajes utilizados pelos participantes.

A nota para este quesito varia de 9 a 10 pontos e é dividida em dois subquesitos principais:

  1. Concepção: Avalia a adequação da fantasia ao enredo e sua capacidade de representar partes da narrativa proposta pela escola.
  2. Realização: Analisa o entrosamento de formas, materiais e cores, além dos acabamentos e cuidados na confecção que devem possibilitar boa evolução dos componentes na Avenida.

O manual recomenda punir a escola em caso de "falta significativa" de complementos originalmente propostos, como chapéus e calçados, ou quando há grande quantidade de materiais quebrados dentro da mesma ala.

O desempenho da Grande Rio na avaliação

A Grande Rio obteve nota 29,9 no quesito fantasias durante esta apresentação. As juradas Mariana Maia e Cátia Vianna atribuíram a nota máxima de 10 pontos cada, enquanto Pryscila Dias concedeu 9,9. O jurado Paulo Paradela deu a menor nota de todos os avaliadores, 9,8, que foi descartada conforme o sistema de apuração.

É importante destacar que o regulamento determina que não devem ser consideradas, neste quesito específico, as fantasias que compõem alegorias, a comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Os jurados desses três fundamentos devem avaliar a roupa dos desfilantes dentro dos critérios específicos de cada apresentação.

A situação de Virginia Fonseca ilustra como a interpretação dos avaliadores pode ser determinante em casos limítrofes, especialmente quando o regulamento não aborda especificamente determinadas situações ou cargos dentro do desfile das escolas de samba.

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