Viradouro conquista quarto título no Carnaval do Rio com homenagem emocionante
A Unidos do Viradouro foi consagrada a grande campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026, marcando um momento histórico para a escola de samba de Niterói. O desfile ocorreu na segunda-feira, dia 16 de fevereiro, quando a agremiação apresentou na Marquês de Sapucaí o enredo Pra Cima, Ciça!, uma tocante homenagem ao mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, conhecido carinhosamente como Ciça.
Retorno triunfal de Juliana Paes e legado do mestre Ciça
Este ano vitorioso foi ainda mais especial com o retorno da atriz Juliana Paes ao posto de rainha de bateria da Viradouro, após um longo hiato de 17 anos. Sua presença no desfile acrescentou um brilho extra à celebração, que já era carregada de emoção pela dedicação ao mestre Ciça. Com essa conquista, a escola alcança seu quarto título no grupo especial, tendo sido campeã anteriormente em 1997, 2020 e 2024.
Em 2025, a Viradouro havia desfilado com o enredo Malunguinho: o mensageiro de três mundos, sobre uma entidade afro-indígena, terminando em quarto lugar. A superação em 2026 demonstra a resiliência e a capacidade de reinvenção da agremiação, que soube transformar uma homenagem pessoal em um espetáculo de grande impacto cultural.
O samba-enredo que emocionou a Sapucaí
O samba-enredo de 2026, intitulado Pra Cima, Ciça!, foi interpretado por Wander Pires e contou com a composição de uma equipe talentosa incluindo Cláudio Mattos, Renan Gêmeo, Rodrigo Gêmeo, Lucas Neves, Rodrigo Rolla, Ronaldo Maiatto, Bertolo, Silvio Mesquita, Marcelo Adnet e Thiago Meiners. A letra é um tributo poético ao mestre Ciça, refletindo sua influência e paixão pelo samba.
Alguns trechos destacados do samba incluem versos como "Eu vi… a vida pulsar como fosse canção" e "Se eu for morrer de amor, que seja no samba", que capturam a essência da devoção ao ritmo e à figura homenageada. A música evoca imagens da tradição sambista, desde o Largo do Estácio até os tambores que ecoam na avenida, criando uma narrativa poderosa que conectou o público ao legado de Ciça.
Significado cultural e futuro da Viradouro
A vitória da Viradouro em 2026 não é apenas um triunfo competitivo, mas um marco cultural que reforça a importância das homenagens aos mestres do samba. O enredo Pra Cima, Ciça! celebrou a vida e as contribuições de Moacyr da Silva Pinto, cujo trabalho na bateria da escola deixou uma marca indelével. Além disso, o retorno de Juliana Paes simboliza a continuidade e a renovação na tradição carnavalesca.
Com este título, a Viradouro consolida sua posição como uma das escolas mais respeitadas e inovadoras do Carnaval carioca, demonstrando que a arte do samba pode unir passado e presente em uma celebração vibrante. A escola segue escrevendo sua história na avenida, prometendo futuros desfiles que continuarão a encantar e emocionar os amantes do Carnaval.



