Segunda noite de desfiles na Passarela do Samba de São Luís atrai milhares
A Passarela do Samba Chico Coimbra, em São Luís, foi palco de duas noites vibrantes de desfiles na sexta-feira (20) e no sábado (21), atraindo milhares de pessoas para celebrar o Carnaval maranhense. As apresentações foram marcadas por uma rica mistura de tradição, criatividade e energia contagiante, reunindo comunidades de diversos bairros da capital.
Abertura com tambor de crioula
A festa teve início na sexta-feira com grupos de tambor de crioula que aqueceram o público com os ritmos ancestrais da cultura afro-maranhense. As agremiações Proteção Mirim, Alegria de São Benedito, Jardim São Benedito e Pindarezinho deram o tom para as noites seguintes, preparando a plateia para a entrada dos blocos tradicionais.
Blocos tradicionais em ação
Na primeira noite, nove blocos do Grupo B desfilaram pela avenida, demonstrando todo o vigor e organização que mantêm durante todo o ano. As agremiações que se apresentaram foram:
- Os Gigantes
- Os Diplomáticos
- Os Vingadores
- Os Guardiões
- Os Gaviões do Ritmo
- Os Fanáticos
- Alegria do Ritmo
- Os Lobos
- Os Magnatas Show
Cada bloco trouxe coreografias marcantes, fantasias vibrantes e a animação característica que encanta o público ano após ano.
No sábado, a tradição continuou com mais dez blocos tradicionais que mantiveram o alto nível das apresentações. Com percussionistas talentosos, balizas precisas, alegorias impressionantes e integrantes dedicados, esses grupos representaram o trabalho desenvolvido nas comunidades ao longo de 2025.
Escolas de samba na sexta-feira
A sexta-feira também foi marcada pelo desfile de cinco escolas de samba que apresentaram enredos diversificados e emocionantes:
- Mocidade Independente da Ilha - Com o enredo "O Beijo — Uma Expressão Humana Através do Tempo", fez um retorno simbólico após o desabamento do telhado do barracão.
- Terrestre do Samba - Apresentou o samba-enredo "Oké Arô Oxóssi", ressaltando a força dos orixás e a importância dos terreiros.
- Império Serrano - Com alas em vermelho intenso e destaque para os guarás, abordou a preservação dos manguezais.
- Turma da Mangueira - Homenageou a professora e ativista Mundinha Araújo com o tema "O Farol a nos Guiar, a Guerreira a nos Guardar".
- Favela do Samba - Encerrou a noite celebrando figuras femininas e as quebradeiras de coco babaçu com "Entre o Ventre e a Flor: Mulheres, Mitos e Deusas".
Escolas de samba no sábado
No segundo dia de desfiles, outras cinco escolas de samba levaram seus enredos para a passarela:
A Túnel do Sacavém, fundada em 1997, apresentou uma emocionante homenagem a "Xangô", mantendo viva a tradição da agremiação. Em seguida, a Unidos de Fátima emocionou o público com um samba-enredo dedicado aos Lençóis Maranhenses, um dos parques ecológicos mais famosos do mundo.
A Marambaia, também do Bairro de Fátima, apostou no tema "A Arte da Comunicação: dos tempos dos primórdios à interatividade virtual", mostrando através de integrantes e carros alegóricos a evolução da comunicação humana ao longo da história.
A Turma do Quinto colocou todo mundo para cantar com o tema "Na Turma do Quinto o Reggae é a Lei", reverenciando o ritmo que é uma marca registrada do Maranhão. O samba, de autoria de Josiel Costa, Jaílson Pereira, Carlos Boniek, Vicente Melo e Arthur Santos, celebrou a identidade musical maranhense.
Fechando os desfiles do sábado, a campeã Flor do Samba voltou com o enredo "Entre o Ventre e a Flor: Mulheres, Mitos e Deusas", que reverencia divindades, figuras históricas e mulheres anônimas que marcaram gerações.
Estrutura e programação
Com aproximadamente 200 metros de extensão e capacidade para até 5 mil pessoas por noite, a Passarela do Samba Chico Coimbra ofereceu uma estrutura completa ao público. As arquibancadas cobertas, frisas, camarotes e área preferencial garantiram conforto e boa visibilidade para todos os espectadores. A entrada nas arquibancadas foi gratuita, democratizando o acesso à festa.
A programação carnavalesca continua neste domingo (22) com os desfiles dos blocos tradicionais do Grupo A, encerrando oficialmente a temporada de Carnaval na passarela e consolidando São Luís como um dos principais polos de celebração carnavalesca do Nordeste brasileiro.



