Ritmistas da Grande Rio pedem saída de Virginia Fonseca após vaias e notas baixas
Um grupo de ritmistas da Grande Rio está articulando internamente para formalizar um pedido à direção da escola de samba, solicitando que repense a renovação de Virginia Fonseca como rainha de bateria para o próximo Carnaval. O descontentamento surgiu após as vaias recebidas do público durante o desfile de terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, e as notas baixas que impediram a escola de retornar ao Desfile das Campeãs, deixando-a na oitava posição.
Descontentamento e inércia interna
Os ritmistas decidiram agir por conta própria diante da inércia do mestre Fafá em relação ao assunto. Segundo fontes internas, ele não quer se envolver para evitar desgastes com a direção, que é afeita à influenciadora devido aos milhões em patrocínios que ela trouxe para a escola. Essa situação criou um clima de tensão, com os ritmistas sentindo que o desempenho no desfile foi prejudicado pela reação negativa do público à presença de Virginia.
O impacto das vaias e das notas foi significativo, pois a Grande Rio ficou fora do Desfile das Campeãs, um golpe duro para a comunidade escolar. Os ritmistas argumentam que a escola precisa priorizar a harmonia e o desempenho artístico, em vez de manter uma figura polêmica que pode afetar a coesão do grupo e os resultados futuros.
Contexto e repercussões
Virginia Fonseca, uma influenciadora digital de grande alcance, foi rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval de 2026, mas sua atuação foi marcada por controvérsias. As vaias durante o desfile refletiram uma divisão de opiniões entre os fãs tradicionais da escola e os novos seguidores atraídos por sua popularidade online. Além disso, as notas baixas dos jurados destacaram problemas na execução e na integração do espetáculo.
Este movimento dos ritmistas pode levar a uma discussão mais ampla sobre o papel das celebridades nas escolas de samba e como equilibrar patrocínio com tradição. A direção da Grande Rio agora enfrenta um dilema: manter Virginia para garantir recursos financeiros ou atender às demandas dos ritmistas para preservar o espírito carnavalesco e a competitividade.
Enquanto isso, a comunidade do samba aguarda ansiosamente por uma resposta oficial, com muitos torcendo por uma solução que beneficie tanto a escola quanto seus integrantes mais dedicados.



