Juliana Paes retorna à Viradouro após 17 anos com corpo "rasgado" e emoção à flor da pele
Dezessete anos depois de sua última aparição marcante, a atriz Juliana Paes está de volta à escola de samba Viradouro, sua agremiação de coração, com um corpo mais "rasgado" do que nunca e uma emoção que não foi ofuscada pelo tempo. Em uma conversa descontraída com o RJ1, a artista revelou detalhes íntimos sobre seu retorno, que ocupa um posto de destaque e fez seu coração bater mais forte.
O carnaval como palco de liberdade e transformação
Juliana Paes destacou que o carnaval é o momento ideal para se permitir viver novos personagens, usar fantasias extravagantes e mudar o visual radicalmente. Ela mencionou seu novo cabelo com "mega hair", que tem servido de inspiração para fãs e simboliza essa liberdade criativa.
"Dá para botar cabelo, dá para botar fantasia, dá pra botar um salto, dá fazer o que a gente quiser, ser o que a gente quiser no carnaval", afirmou a atriz, enfatizando a importância de não se cobrar pela perfeição. "O grande pulo do gato é quando a gente olha e vê que não tá ali 100%, mas a gente não tá se cobrando. Quando a gente começa a achar que está tudo bem", completou, refletindo sobre a entrega à folia.
O convite emocionante do Mestre Ciça
O retorno de Juliana Paes à Viradouro não foi algo planejado por ela, mas sim resultado de um convite irrecusável e cheio de afeto do Mestre Ciça, mestre de bateria homenageado no enredo da escola para este ano. A atriz explicou que o chamado foi específico: ela deveria estar exatamente onde a pulsação da Viradouro é mais intensa, diante da bateria, ao lado de Ciça.
"A perna deu aquela [tremida], mas eu não podia dizer não", confessou Juliana, revelando a mistura de nervosismo e alegria que sentiu ao receber o convite. Esse momento marca não apenas um retorno profissional, mas um reencontro com suas raízes e paixões.
A Viradouro como refúgio em tempos difíceis
Além do samba e do brilho das fantasias, a Viradouro representa um capítulo fundamental na história pessoal de Juliana Paes. A atriz compartilhou que a quadra da escola foi seu "lugar de acolhimento" durante períodos de solidão e dor, como quando seus pais se separaram e seus irmãos e mãe se mudaram para o exterior.
"O chão ali daquela quadra foi o lugar onde eu encontrava os meus amigos, onde eu tomava minha cervejinha, onde eu era eu mesma", relembrou emocionada, destacando como o espaço se tornou um santuário de autenticidade e apoio emocional.
Um amor eterno pelo samba e pela Viradouro
Ao encerrar a entrevista, Juliana Paes citou versos do samba que resumem seu profundo sentimento pela agremiação de Niterói: "Se eu for morrer de amor, que seja no samba. Só Viradouro onde a arte o consagrou". Essas palavras ecoam não apenas sua devoção à escola, mas também a importância do carnaval como expressão máxima de arte e emoção.
O retorno de Juliana Paes à Viradouro após 17 anos simboliza mais do que uma participação carnavalesca; é uma celebração de identidade, superação e a eterna paixão pelo samba, que continua a pulsar forte em seu coração e na vida de milhões de fãs.



