Coreógrafo Carlinhos de Jesus faz declarações contundentes sobre presença de influencers no Carnaval
O renomado coreógrafo Carlinhos de Jesus participou de um programa especial da coluna GENTE, realizado nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, para discutir a vitória da escola de samba Viradouro no Carnaval do Rio. Durante a entrevista, ele expressou opiniões sinceras e polêmicas sobre a inclusão de figuras de fora do mundo do samba nos desfiles das escolas.
Posição favorável com ressalvas significativas
Carlinhos de Jesus afirmou que é a favor de convidar pessoas de fora para os desfiles, mas fez sérias ressalvas. Ele destacou que a questão não é simplesmente a presença dessas figuras, mas sim o contexto e a forma como são posicionadas dentro do espetáculo.
"Essa coisa da pessoa ser influencer, isso não é Carnaval, isso não é samba", declarou o coreógrafo, deixando claro sua visão sobre a essência da festa. Ele acrescentou: "Sejam muito bem-vindas, não estou aqui criticando. Eu critico a posição que elas são colocadas. A escola permitir determinadas posições porque elas são famosas".
Contexto dos desfiles e reação do público
No desfile do Grupo Especial deste ano, das 12 rainhas de bateria, cinco eram celebridades, evidenciando uma tendência crescente de incluir influencers e personalidades famosas nos carnavalescos. Um exemplo marcante foi Virginia Fonseca, da Grande Rio, que foi vaiada intensamente pelos foliões nas arquibancadas da Sapucaí ao longo de todo o desfile.
Essa reação do público ilustra a divisão de opiniões sobre a presença de figuras externas no Carnaval, um debate que ganha força a cada ano com o aumento da visibilidade das redes sociais e da cultura digital.
Impacto das declarações no meio carnavalesco
As palavras de Carlinhos de Jesus, um dos nomes mais respeitados no cenário do samba e da dança, certamente ecoarão nos próximos meses, influenciando discussões sobre a autenticidade e a tradição do Carnaval frente às mudanças culturais e midiáticas.
O coreógrafo, conhecido por seu trabalho em diversas escolas de samba e por defender a valorização dos artistas tradicionais, reforça a necessidade de equilíbrio entre inovação e preservação das raízes do samba, um tema que continua a gerar calorosos debates entre organizadores, foliões e críticos da festa mais popular do Brasil.



