Adolescentes acrobatas vivem experiência única a 15 metros de altura no Sambódromo
O desfile da Mocidade Unida da Mooca no Sambódromo do Anhembi reservou um momento de grande emoção e adrenalina quando adolescentes acrobatas apresentaram-se pendurados a aproximadamente 15 metros de altura no último carro alegórico da escola. Gustavo Vinícius dos Anjos Paiva, de 15 anos, foi um dos destaques dessa apresentação aérea, que marcou sua estreia no carnaval de forma espetacular.
Set anos de ginástica culminam em apresentação histórica
Com sete anos de prática em ginástica acrobática, Gustavo relatou que a experiência no desfile foi completamente inédita e emocionante. "Foi incrível. Nunca imaginei que ia desfilar em uma escola de samba dessa forma, fazendo ginástica. Emocionante", afirmou o adolescente, visivelmente comovido pela oportunidade.
Ele explicou que, ao todo, vinte ginastas acrobatas participaram do desfile, distribuídos por diferentes carros alegóricos da agremiação. Porém, apenas no último carro ele e outro colega tiveram a responsabilidade adicional de carregar uma faixa com mensagem antirracista, que encerrou a apresentação da MUM na avenida.
Segurança e emoção em equilíbrio nas alturas
Sobre os aspectos técnicos da apresentação, Gustavo detalhou o sistema de segurança utilizado: "Era uma corda que é presa nesse ferro, que é chamado de mosquetão. Eu me sinto bem seguro por conta que tinha um ferro bem firme, então eu me senti bem seguro". Apesar da confiança no equipamento, o adolescente admitiu que sentiu medo em alguns momentos específicos.
"A sensação deu um pouquinho de medo por causa da bandeira que balançou muito, mas depois eu vi as pessoas da plateia brincando comigo, eu me emocionava junto", contou. Sobre a altura exata, ele mencionou que não tinha noção precisa durante a apresentação, mas ouviu estimativas variando entre 10 e 15 metros.
Interação com o público e defesa da fusão artística
A acrobata Mariana Chagas, de 16 anos, também participou da apresentação e compartilhou sua experiência: "Muito emocionante estar lá em cima. Era bem alto, mas foi uma sensação única. E ainda ver as pessoas vibrando, olhando para você". A interação com o público foi um elemento destacado por ambos os jovens artistas.
Gustavo fez um apelo entusiástico pela continuidade dessa fusão entre ginástica e samba nos desfiles carnavalescos: "Por favor, gente, continua chamando mais para fazer isso, porque é muito bom. Incrível, o público não imagina o que vem, né? Aí, quando chega, ele eu acho que o público se emociona, assim. Muito bom, eu amei".
Movimentos adaptados e impacto visual
O adolescente explicou que os ginastas pretendiam executar movimentos mais complexos durante a apresentação, mas a necessidade de segurar a faixa antirracista limitou algumas possibilidades técnicas. "Eu faço ginástica acrobática e a gente costuma fazer esses movimentos. A gente queria trazer hoje para o desfile os movimentos, mas com a faixa não deu muito. Mas foi ótimo da mesma forma", afirmou.
Apesar dessa adaptação, o impacto visual foi significativo: "Deu para descontrair a galera da plateia. Chamou bastante atenção", completou Gustavo, satisfeito com a recepção do público presente no Sambódromo.