Rayssa Leal se lesiona em manobra final e fica fora do pódio no Mundial de Skate em São Paulo
Rayssa Leal se lesiona e fica fora do pódio no Mundial de Skate

Rayssa Leal sofre lesão dramática e perde pódio inédito no Mundial de Skate em São Paulo

A skatista brasileira Rayssa Leal, de 18 anos, viveu um momento de grande frustração no Campeonato Mundial de Skate Street disputado neste domingo, 8 de março de 2026, no Parque Cândido Portinari, em São Paulo. A atleta, que buscava o tricampeonato mundial, terminou em quarto lugar após sofrer uma lesão no joelho direito durante a última manobra da final, ficando fora do pódio pela primeira vez na história desta competição.

Desempenho irregular e momento decisivo

A competição seguiu o formato tradicional de três voltas de 45 segundos e três tentativas de manobras individuais, com as melhores notas de cada fase sendo somadas para a pontuação final. Rayssa teve um início complicado, caindo logo na primeira volta e zerando praticamente toda a rodada inicial. Mostrando sua capacidade de recuperação, ela se reergueu na segunda volta, executando uma linha segura que lhe rendeu 63,71 pontos.

Na fase das manobras individuais, a brasileira começou com força total ao cravar impressionantes 79,83 pontos no corrimão da escadaria em sua primeira tentativa, mantendo assim reais chances de disputar a medalha de ouro até os momentos finais da prova.

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Queda trágica na tentativa final

O momento mais dramático do campeonato aconteceu exatamente na última tentativa de Rayssa Leal. Pressionada pelas altas pontuações das adversárias japonesas, a maranhense apostou tudo em um flip bluntslide arriscado para tentar subir ao pódio. Infelizmente, ela perdeu o equilíbrio durante a execução, caiu de maneira desfavorável e torceu violentamente o joelho direito.

A cena foi angustiante: Rayssa deixou a pista mancando visivelmente, precisando ser amparada imediatamente pela equipe médica do evento. A atleta mostrava-se profundamente emocionada e com fortes dores, incapaz de completar sua descida. Sem pontuar nesta última manobra, ela encerrou a prova com 143,54 pontos no total.

Fim de uma sequência histórica

O quarto lugar representa um marco negativo significativo para a carreira de Rayssa Leal, que nunca antes havia ficado fora dos três primeiros lugares em um Campeonato Mundial de Skate Street. Até este domingo, a skatista mantinha um histórico impressionante na competição:

  • Dois títulos mundiais conquistados em 2022 e 2024
  • Uma medalha de prata obtida em 2023
  • Um bronze conquistado em 2021

Esta foi, portanto, a primeira vez que a atleta experimentou o amargo gosto de ficar fora do pódio nesta que é uma das competições mais importantes do calendário mundial do skate.

Domínio japonês no pódio

Enquanto o Brasil chorava a lesão de sua principal estrela, a festa em São Paulo foi inteiramente japonesa. A jovem Ibuki Matsumoto, com apenas 14 anos de idade, sagrou-se campeã mundial com 156,59 pontos, demonstrando um talento precoce extraordinário. Ela foi seguida no pódio por Nanami Onishi, que conquistou a medalha de prata com 146,36 pontos, e pela atual campeã olímpica Coco Yoshizawa, que ficou com o bronze ao marcar 145,02 pontos.

O desempenho das atletas japonesas destacou a força crescente do skate feminino do país asiático, que vem dominando competições internacionais nos últimos anos.

Recuperação e futuro incerto

A lesão no joelho direito sofrida por Rayssa Leal levanta agora sérias preocupações sobre seu processo de recuperação e seu calendário competitivo para os próximos meses. A skatista, que já havia enfrentado problemas físicos anteriores em sua carreira, precisará passar por avaliações médicas detalhadas para determinar a extensão do dano e o tempo necessário para se recuperar completamente.

Esta derrota inédita no Mundial de Skate representa um ponto de virada na trajetória da atleta, que até então mantinha uma sequência quase impecável nas principais competições internacionais. A resiliência de Rayssa será testada não apenas na recuperação física, mas também no aspecto psicológico de superar esta frustração competitiva.

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