Torcida do Palmeiras expressa revolta com pichações após goleada histórica
A goleada de 4 a 0 sofrida pelo Palmeiras para o Novorizontino, na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, pela 4ª rodada do Campeonato Paulista, desencadeou uma reação imediata e intensa de parte da torcida alviverde. Na madrugada seguinte à partida, os muros do Allianz Parque e da sede social do clube foram alvo de pichações com mensagens diretas e críticas contundentes dirigidas à diretoria, ao corpo técnico e ao elenco do time.
Críticas direcionadas à presidente e ao técnico
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, emergiu como o alvo mais frequente das manifestações. Frases como “Leila, seu negócio é roubar” e questionamentos sobre o planejamento financeiro e de contratações foram grafados nas estruturas do estádio. Pela primeira vez de maneira tão incisiva, o técnico Abel Ferreira também foi alvo de indagações, com a pergunta “Abel, acabou a magia?” destacando a insatisfação com a performance da equipe.
Mensagens de descontentamento generalizado
Os jogadores não foram poupados da onda de críticas. Inscrições como “Time sem vergonha”, “Cadê o planejamento?” e “2025 de novo” – uma referência ao ano anterior, marcado pela ausência de títulos – foram encontradas nas bilheterias e portões do Allianz Parque. Essas expressões refletem um sentimento de frustração acumulada entre os torcedores, que viram o time ser dominado do início ao fim no Estádio Jorge Ismael de Biasi.
Desempenho desastroso em campo
Durante a partida, o Palmeiras demonstrou falhas defensivas raras e pouca criatividade no ataque, indo para o intervalo perdendo por 2 a 0. O atacante Robson, do Novorizontino, foi o grande nome do jogo, marcando um hat-trick (três gols), enquanto Hélio Borges completou o placar. Mesmo com as substituições realizadas por Abel Ferreira, o Verdão não conseguiu reagir e sofreu mais dois gols, com a torcida local chegando a gritar “olé” nos minutos finais.
Marcos negativos na história do clube
O revés ocorreu justamente no jogo de número 400 da comissão técnica portuguesa à frente do Palmeiras, entrando para a história de forma negativa. Oficialmente, esta é a pior derrota do clube sob o comando de Abel Ferreira desde sua chegada em novembro de 2020. Anteriormente, as piores marcas eram derrotas por 3 a 0, contra times como Internacional, Flamengo, Fortaleza e LDU. O Palmeiras não sofria uma goleada dessa magnitude desde outubro de 2015, quando perdeu por 5 a 1 para a Chapecoense.
Pressão para a recuperação no clássico
Diante desse cenário, o Palmeiras agora busca se reerguer para o clássico Choque-Rei contra o São Paulo, programado para sábado, 24 de janeiro, na Arena Barueri. A equipe enfrenta uma pressão interna e externa significativa, com a necessidade de mostrar uma reação imediata para acalmar os ânimos da torcida e recuperar a confiança após um dos momentos mais difíceis da era Abel Ferreira.