Fifa libera último lote de ingressos da Copa do Mundo 2026 com críticas por valores elevados
A apenas 50 dias do início da Copa do Mundo 2026, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) abriu nesta quarta-feira, 22 de abril, o último lote de ingressos disponíveis para acompanhar o torneio diretamente das arquibancadas. As entradas estão sendo comercializadas para todas as 104 partidas do mundial através do site oficial da entidade, com início das vendas às 12h no horário de Brasília.
Detalhes sobre a venda dos ingressos
De acordo com o comunicado oficial da Fifa, os ingressos estarão disponíveis inicialmente nas categorias 1 a 3, que correspondem aos melhores assentos dos estádios, além de algumas opções de primeira fila, dependendo da partida específica. Notavelmente, a categoria 4, que tradicionalmente oferece ingressos mais acessíveis financeiramente, não foi incluída nesta fase inicial de vendas.
Esta etapa denominada "Última Hora" se estenderá até o final do torneio, em 19 de julho, permitindo que os torcedores adquiram ingressos por ordem de chegada. O sistema utiliza preços variáveis que flutuam de acordo com a demanda por cada partida, uma estratégia que tem gerado controvérsia significativa.
Volume de vendas e contexto do torneio
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, revelou que mais de cinco milhões de ingressos já foram comercializados até o momento, de um total aproximado de sete milhões disponibilizados para todo o torneio. Este número foi calculado com base na capacidade total dos 16 estádios que sediarão os jogos da Copa do Mundo 2026.
O mundial será realizado entre 11 de junho e 19 de julho, com co-sediarismo dividido entre México, Canadá e Estados Unidos. O torneio contará com 48 seleções participantes disputando 104 partidas ao longo da competição.
Controvérsia sobre os preços dos ingressos
A política de vendas da Fifa tem enfrentado duras críticas de organizações de consumidores e torcedores, que acusam a entidade de oferecer bilhetes a preços exorbitantes. Esta situação contrasta com as promessas feitas quando o torneio foi concedido às três nações anfitriãs, que incluíam maior acessibilidade.
Em 24 de março, a Football Supporters Europe (FSE) e a Euroconsumers, organização que representa consumidores em todo o continente europeu, apresentaram uma denúncia formal contra a Fifa junto à Comissão Europeia. As entidades alegam abuso de posição dominante de mercado e exigem que a Fifa abandone seus procedimentos de compra, classificados como "não transparentes e desleais".
Defesa da Fifa e medidas de acessibilidade
A Fifa tem defendido sua estrutura de precificação, argumentando que os valores são determinados pela "enorme" demanda e por um sistema variável baseado no apelo específico de cada partida. Este método já havia sido utilizado nas duas primeiras fases de venda (pré-venda Visa e sorteio antecipado), mas não nas fases subsequentes de sorteio aleatório e venda para torcedores das associações membros participantes.
Em dezembro, a entidade introduziu uma medida para aumentar a acessibilidade: um número limitado de ingressos foi oferecido por 60 dólares (aproximadamente 300 reais na cotação atual). No entanto, estes ingressos mais baratos corresponderam a apenas 10% do total disponibilizado aos membros das associações, uma proporção considerada insuficiente pelos críticos.
A polêmica sobre os preços dos ingressos continua enquanto os torcedores se preparam para a fase final de vendas, com muitos questionando se a experiência de assistir ao maior evento do futebol mundial está se tornando cada vez mais exclusiva e inacessível para o público em geral.



